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Vigilante encontrado morto

Vigilante é encontrado morto em galpão da Subprefeitura da Mooca e polícia apura homicídio

Corpo apresentava sinais de violência e foi localizado dentro de imóvel público na Zona Leste de São Paulo

Câmeras de monitoramento do galpão podem ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime, que está sendo investigado pelo DHPP - Imagem: Divulgação
Câmeras de monitoramento do galpão podem ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime, que está sendo investigado pelo DHPP - Imagem: Divulgação

Letícia Sales Publicado em 08/06/2026, às 10h02


Um vigilante de 61 anos foi encontrado morto na noite de domingo (7) em um galpão utilizado pela Subprefeitura da Mooca, no bairro do Belenzinho, Zona Leste de São Paulo. O caso está sendo investigado como homicídio.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 22h18 após a informação de que havia um corpo no interior do imóvel, localizado na Rua Jaibarás. O espaço é utilizado como ponto de apoio para a fiscalização de mercadorias apreendidas pela administração regional.

A vítima foi identificada como Lodoil Marques da Silva, que trabalhava na segurança do local. Uma equipe do Samu esteve no endereço e confirmou a morte às 22h30. Segundo o boletim de ocorrência, o corpo já apresentava sinais de rigidez cadavérica.

De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, o vigilante foi encontrado na cozinha do galpão e havia diversos indícios de violência no ambiente. O crachá da vítima estava quebrado, uma caneta foi localizada caída no chão e a dentadura foi encontrada distante do corpo. Além disso, foram observadas lesões no pescoço compatíveis com possível esganadura.

Os agentes também identificaram marcas no piso que indicam que o corpo pode ter sido arrastado por alguns metros. O telefone celular do vigilante não foi encontrado.

Testemunhas relataram que o último contato com Lodoil ocorreu por volta das 16h. Horas depois, funcionários que chegaram ao galpão estranharam a ausência do vigilante e iniciaram buscas pelo local.

Um dos trabalhadores contou que entrou na cozinha, que estava fechada e sem iluminação, utilizando a lanterna do celular para verificar o ambiente. Ao encontrar o colega caído no chão, com um boné cobrindo o rosto, acreditou inicialmente que ele estivesse dormindo.

Posteriormente, outras pessoas ligadas à unidade, entre elas um motorista da subprefeitura, outro vigilante e o responsável pelo espaço, que é policial militar aposentado, verificaram a situação e acionaram os serviços de emergência.

Segundo o registro policial, o imóvel conta com câmeras de monitoramento, cujas imagens poderão auxiliar no esclarecimento do crime.

O caso foi registrado no 8º Distrito Policial, no Brás, como homicídio de autoria desconhecida. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assumirá as investigações para identificar o autor e esclarecer a motivação do crime. A Prefeitura de São Paulo foi procurada para comentar o caso.


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