Fabrício Gomes Santana, de 40 anos, estava desaparecido desde quarta-feira (7); localização do corpo foi facilitada por uma denúncia anônima

William Oliveira Publicado em 11/01/2026, às 13h33
Na manhã deste domingo (11), a Polícia Militar localizou um corpo enterrado em uma área de mata em Embu-Guaçu, na zona sul da Grande São Paulo. As autoridades suspeitam que os restos mortais pertençam ao policial militar Fabrício Gomes Santana, de 40 anos, desaparecido desde a noite de quarta-feira (7).
Investigações preliminares indicam que o PM pode ter sido vítima de um “tribunal do crime” após uma discussão com um suposto traficante. Uma testemunha já havia informado à polícia que Fabrício teria sido assassinado.
Segundo informações do Batalhão de Operações Especiais (Choque), a localização do corpo foi possível graças a uma denúncia anônima, e a identidade de Fabrício ainda será confirmada por perícia oficial.
Confira o momento em que corpo é localizado:
O corpo do policial militar desaparecido foi localizado e as autoridades já estão no local para os procedimentos de identificação. Trágico este PM iria se casar na sexta feira dia 09 foi entregue por amigos do bairro onde ele cresceu . pic.twitter.com/UdQbX0On4s
— Ednaldo Ferreira 🙏🇧🇷🇧🇷 (@Ednaldo40916743) January 11, 2026
Em desdobramentos do caso, a viatura do policial, um Ford Ka, foi encontrada carbonizada em uma estrada rural no Jardim Mombaça, em Itapecerica da Serra, na tarde seguinte ao desaparecimento. Imagens de câmeras de segurança mostraram o veículo circulando pela Rua Richard Beck por volta das 16h30 da quinta-feira (8).
A polícia identificou um carro Corsa cinza seguindo o Ford Ka. O proprietário, Gleison Humberto Santos Dias, 40 anos, conhecido como “Gato Preto”, foi localizado no Jardim Ângela e levado à delegacia para prestar esclarecimentos. No veículo foram encontrados três galões vazios com odor de gasolina. Gleison negou envolvimento e disse que os galões eram de uso pessoal.
De acordo com o suspeito, ele acompanhou um conhecido, Fabio, até Santa Júlia para vender o Ford Ka de Fabrício. Segundo Gleison, Fabio entrou em uma área de mata com o carro e não retornou, enquanto ele voltou para casa sem informações sobre o paradeiro de Fabio.
Fabrício manteve contato frequente com seu irmão na noite em que desapareceu, relatando a discussão ocorrida em uma adega. Até o momento, três pessoas foram detidas sob suspeita de envolvimento no caso, que está sendo investigado como desaparecimento e incêndio criminoso de veículo.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as investigações seguem em andamento, com apoio da Polícia Militar, para localizar Fabrício e esclarecer todos os fatos relacionados ao caso.
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