O corpo do policial militar Fabrício Gomes de Santana foi encontrado neste domingo (11) em Embu-Guaçu, quatro dias após seu desaparecimento, que teria ocorrido após um desentendimento com um traficante na Zona Sul de São Paulo

William Oliveira Publicado em 11/01/2026, às 10h59 - Atualizado às 11h37
Na manhã deste domingo (11), o corpo do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, foi localizado em uma região de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, quatro dias após seu desaparecimento, que ocorreu depois de uma discussão com um suposto traficante em uma comunidade da Zona Sul da capital.
As investigações já resultaram na prisão temporária de três suspeitos. Um deles afirmou às autoridades que o policial foi assassinado por integrantes do crime organizado.
No sábado (10), a operação de busca mobilizou mais de 80 policiais, incluindo equipes de inteligência, Comando de Choque e cães farejadores. Inicialmente concentrada em uma área florestal próxima à Represa de Guarapiranga, a ação foi ampliada para buscas subaquáticas.
Testemunhas relataram que Fabrício passou a noite em um bar na comunidade, onde se envolveu em um desentendimento. Ao revelar ser policial, ele teria alertado os líderes do tráfico sobre sua presença. Posteriormente, outro homem que acompanhava o PM no local foi obrigado a retornar à favela com Fabrício, conforme depoimentos dos suspeitos, que também relataram que ele recebeu ameaças de morte por sua condição profissional.
Câmeras de segurança registraram o veículo do policial circulando pela região na tarde seguinte ao desaparecimento, seguido por um automóvel preto identificado como pertencente a Gleison Dias. Ao visitar a residência de Gleison, a polícia encontrou galões com cheiro de gasolina no porta-malas. Durante o interrogatório, ele confessou ter acompanhado um homem chamado Fábio, que teria levado o carro de Fabrício a uma área isolada com a intenção de incinerá-lo. O veículo foi encontrado carbonizado na quinta-feira (8), em Itapecerica da Serra.
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Um dos suspeitos alegou que o corpo de Fabrício teria sido descartado em uma área de difícil acesso, mas a polícia mantém cautela quanto à veracidade da informação, suspeitando de possível manobra para desviar as investigações.
Segundo a investigação, a discussão ocorreu em Vila do Sol, bairro da Zona Sul, durante uma aposta de queda de braço enquanto o PM estava de férias visitando seu pai e filho. O policial planejava se casar civilmente na sexta-feira (9).
Antes de desaparecer, Fabrício teria contatado seu irmão para relatar o desentendimento e a ameaça do traficante de expor sua identidade, colocando sua família em risco. Ele afirmou que iria a uma adega no bairro para tentar resolver a situação e não foi mais visto.
A Justiça decretou a prisão temporária de três suspeitos, incluindo o indivíduo envolvido na briga, outro que seguia o carro do PM e um conhecido do policial. Nos veículos apreendidos foram encontrados galões com odor característico de combustível.
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