Componente da nova Linha 7 de Santiago sai da fábrica brasileira e vai rodar no metrô chileno

Erika Osti Publicado em 20/01/2026, às 16h15
O Vale do Paraíba entra no mapa global da mobilidade urbana: os trens que estão sendo produzidos pela Alstom em Taubaté, no interior de São Paulo, vão operar na Linha 7 do metrô de Santiago, no Chile, fortalecendo a presença do Brasil no fornecimento de tecnologia ferroviária para grandes projetos internacionais. Segundo a empresa responsável, a fábrica paulista é a responsável pela produção de 37 trens modelo Metropolis, cada um com cinco carros, que atenderão a futura linha metroviária chilena e foram projetados para oferecer conforto, segurança e eficiência energética para milhões de usuários do transporte público na capital chilena.
O processo de fabricação na unidade industrial de Taubaté já alcançou marcos importantes, incluindo a conclusão da primeira caixa estrutural dos veículos, que é a base sobre a qual todo o trem é construído. Esse é um passo significativo na produção dos sistemas que serão enviados ao Chile nos próximos meses. A planta paulista foi escolhida pela Alstom justamente pela sua capacidade de produzir trens de alta tecnologia com padrão internacional de qualidade e durabilidade.
Os trens destinados à Linha 7 têm cerca de 102 metros de comprimento, capacidade para transportar até 1,25 mil passageiros por composição e contam com design pensado para otimizar o embarque e desembarque, com várias portas largas em cada carro e corredores espaçosos entre os vagões. Eles também serão equipados com ar-condicionado, sistema de informação ao passageiro, portas USB para recarga de dispositivos e sistemas avançados de segurança, incluindo câmeras de alta resolução e comunicação direta com o centro de controle.
A Linha 7, ainda em construção, promete ser um dos maiores e mais modernos trechos da rede metroviária de Santiago, com cerca de 26 quilômetros de extensão e 19 estações espalhadas por diversas comunas da capital chilena. A previsão é de que, quando estiver em operação, a linha atenda especialmente populações que hoje não têm acesso fácil ao metrô, diminuindo o tempo de deslocamento e aliviando o trânsito pesado da cidade.
Esse projeto reforça o protagonismo da fábrica de Taubaté no cenário ferroviário global. A unidade já produz trens para vários sistemas em todo o mundo e é reconhecida pela sua tecnologia de ponta e mão de obra especializada, capaz de atender demandas complexas tanto no Brasil quanto no exterior.
A exportação desses trens para o Chile coloca o Brasil em destaque na cadeia internacional de produção de transporte sobre trilhos, com impacto positivo tanto para a indústria local quanto para a geração de empregos e desenvolvimento tecnológico na região do Vale do Paraíba.
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