O Ministério Público Eleitoral denuncia Marçal por crimes eleitorais, que podem resultar em até cinco anos de prisão

Gabriela Thier Publicado em 29/08/2025, às 17h15
Na última quinta-feira (28), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu que a 386ª Zona Eleitoral de Barueri será responsável pelo julgamento da ação penal envolvendo Pablo Marçal (PRTB), Luiz Teixeira e Tássio Botelho. Os três são acusados de utilizar um laudo falso durante as eleições municipais de 2024.
Acusações em Contexto Eleitoral
Os réus enfrentam acusações graves, incluindo difamação e uso de documento falso com informações que comprometem a reputação de Guilherme Boulos (PSOL). Essas alegações surgiram em meio ao acirrado cenário eleitoral, onde tanto Marçal quanto Boulos foram candidatos à Prefeitura de São Paulo, embora nenhum deles tenha conseguido a vitória nas urnas.
Origem do Conflito de Jurisdição
A disputa pela jurisdição teve início na 346ª Zona Eleitoral do Morumbi, onde foi identificado que o laudo falso, que alegava que Boulos era usuário de cocaína, foi disseminado através da conta do Instagram de Marçal por Botelho. Dado que Marçal reside e mantém seu escritório em Barueri, o TRE-SP determinou que o caso deve ser julgado naquela localidade.
Ação Penal em Andamento
Além das acusações relacionadas ao uso do documento forjado, a ação penal também investiga os atos difamatórios cometidos pela equipe de Marçal contra Boulos. Durante debates transmitidos pela TV Bandeirantes, Marçal fez afirmações injuriosas sobre seu adversário, referindo-se a ele como “cheirador de cocaína”, o que foi posteriormente replicado nas redes sociais.
Implicações Legais e Respostas dos Envolvidos
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma denúncia formal contra Marçal, buscando sua condenação por crimes eleitorais que poderiam resultar em até cinco anos de prisão. O ex-candidato se manifestou em nota, assegurando sua inocência e afirmando que as acusações não possuem fundamento. "A acusação é tão absurda que se desmonta sozinha", declarou Marçal.
Análise do Laudo Falsificado
A investigação revelou que o laudo em questão era fraudulentamente assinado por um médico falecido. A perícia realizada pela Polícia Federal demonstrou discrepâncias significativas nas assinaturas apresentadas no documento, indicando que elas não pertenciam à mesma pessoa. A clínica mencionada no laudo também negou qualquer relação com o caso.
Atrasos e Consequências Judiciais
O processo tem sido marcado por atrasos, particularmente devido à complexidade do conflito de jurisdição. Além disso, Marçal já enfrenta condenações em outros processos e foi declarado inelegível até 2032. Em paralelo, Rubinho Nunes (União Brasil), envolvido em outra ação relacionada ao mesmo laudo falsificado, também sofreu sanções judiciais.
Considerações Finais
A situação continua a se desenvolver no âmbito judicial, com implicações significativas para todos os envolvidos. O desenrolar dos acontecimentos poderá impactar não apenas as carreiras políticas dos acusados, mas também a confiança pública nas instituições eleitorais brasileiras.
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