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Política

Tarcísio adia ida ao STF para tratar de ação sobre a Sabesp

Governador remarca viagem a Brasília para a véspera da análise no Supremo que questiona a privatização da companhia paulista

Encontro com ministros ocorre antes de análise de ação que questiona a privatização. - Imagem: Reprodução/Governo de SP.
Encontro com ministros ocorre antes de análise de ação que questiona a privatização. - Imagem: Reprodução/Governo de SP.

Erika Osti Publicado em 18/03/2026, às 16h37


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, adiou a viagem que faria a Brasília nesta quarta-feira (18) para se reunir com ministros do Supremo Tribunal Federal e tratar da ação que contesta a privatização da Sabesp. A agenda foi remarcada para quinta-feira (19), às vésperas do início do julgamento no plenário virtual da Corte, previsto para sexta-feira.

O encontro com os ministros ocorre em um momento decisivo para o governo paulista. O Supremo deve analisar uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental apresentada pelo Partido dos Trabalhadores, que questiona a legalidade do processo de desestatização da companhia responsável pelo abastecimento de água e pelo sistema de esgoto no estado.

Antes do adiamento, Tarcísio tinha reuniões previstas com o relator do caso, Cristiano Zanin, além dos ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Edson Fachin. A nova agenda mantém o objetivo de dialogar com integrantes da Corte em meio à tramitação da ação.

O governador deve viajar acompanhado da procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, que atua na defesa jurídica do processo de privatização. A estratégia do governo paulista é reforçar argumentos a favor da operação, concluída em 2024, e afastar questionamentos sobre possíveis irregularidades.

Embora a pauta oficial das reuniões seja a Sabesp, há expectativa nos bastidores de que outros temas possam entrar na conversa, incluindo a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político de Tarcísio. A assessoria do governador, no entanto, afirma que não há previsão formal de encontro com o ministro Alexandre de Moraes.

O julgamento no Supremo tende a ser acompanhado de perto pelo mercado e por gestores públicos, já que a decisão pode influenciar o modelo de concessões e privatizações no setor de saneamento. Para o governo paulista, o desfecho do caso é considerado estratégico, tanto do ponto de vista econômico quanto político.


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