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Brás

Shopping 25 é interditado pela Prefeitura de São Paulo após irregularidades

O local havia passado por um incêndio em outubro do ano passado

O local havia passado por um incêndio em outubro do ano passado - Imagem: Reprodução / G1
O local havia passado por um incêndio em outubro do ano passado - Imagem: Reprodução / G1

Gabriela Thier Publicado em 05/09/2025, às 17h46


No início da manhã desta sexta-feira (5), a Prefeitura de São Paulo determinou a interdição do Shopping 25, localizado na região central do Brás. A ação foi motivada pelo não cumprimento das normas estabelecidas no alvará de reconstrução concedido em fevereiro, após o devastador incêndio que destruiu o estabelecimento em outubro do ano passado.

Agentes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar compareceram ao local para efetivar a interdição do prédio. De acordo com informações divulgadas pela Subprefeitura da Mooca, fiscais identificaram que a área construída no shopping ultrapassa os limites autorizados pelo alvará.

Vale ressaltar que a obra já havia sido embargada e interditada fisicamente em janeiro, uma vez que os trabalhos foram iniciados antes da obtenção do alvará. Apesar do embargo, as atividades prosseguiram, resultando na aplicação de quatro multas que totalizam mais de R$4,8 milhões aos proprietários do shopping.

A administração municipal também pretende solicitar a abertura de um inquérito policial para investigar a desobediência às normas estabelecidas.

Incêndio

O incêndio que devastou o Shopping 25 ocorreu em outubro do ano anterior e resultou na destruição de aproximadamente 200 lojas. Além disso, uma parte significativa do teto desabou em uma área estimada em 18 mil metros quadrados.

No incidente, três pessoas foram atendidas devido à inalação de fumaça tóxica, incluindo uma funcionária que foi encontrada desacordada na calçada do shopping.

Importante destacar que o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) do centro comercial estava vencido desde agosto do mesmo ano. O capitão Maykon Cristo, responsável pela operação de combate ao incêndio, destacou a importância da renovação periódica do AVCB como garantia de conformidade com as normas de segurança contra incêndios exigidas pela corporação.

"A documentação não está atualizada. O AVCB venceu em agosto deste ano. Sem ele, o estabelecimento poderia operar apenas em fase de regularização. Contudo, não é necessário fechar imediatamente quando o AVCB não está válido. O prédio necessitaria ter um bombeiro civil presente durante o horário de funcionamento", afirmou o capitão.

Na época do incêndio, o Ministério Público também iniciou um inquérito para investigar as causas e identificar os responsáveis pelo ocorrido.


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