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Infraestrutura

São Paulo inaugura praia artificial com clube exclusivo de surfe

Nova atração promete revolucionar o lazer paulistano com piscina de 220 metros e apartamentos avaliados em até R$ 36 milhões

Com investimento de R$ 36 milhões, o clube oferece uma piscina de ondas e uma experiência de resort em meio à cidade - Imagem: Reprodução/João de Mari/g1
Com investimento de R$ 36 milhões, o clube oferece uma piscina de ondas e uma experiência de resort em meio à cidade - Imagem: Reprodução/João de Mari/g1

Gabriela Nogueira Publicado em 04/12/2025, às 18h42


São Paulo está prestes a ganhar um novo ícone de lazer urbano. Previsto para 2026, o São Paulo Surf Club Residences reunirá torres residenciais avaliadas em até R$ 36 milhões e um clube de surfe artificial que abre as portas nesta quinta-feira na zona sul da capital. O espaço, projetado para promover uma experiência de alto padrão, combina praia, ondas e luxo a poucos metros da Marginal Pinheiros.

Localizado no bairro Real Parque, o clube só pode ser frequentado por quem adquirir um título de R$ 1,25 milhão, além de uma mensalidade de R$ 3,3 mil. O privilégio garante entrada em uma área que reproduz o clima de resorts internacionais: coqueiros, areia clara, luz natural estrategicamente posicionada e vista direta para a Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira.

No centro do complexo está a piscina de ondas, com 220 metros de extensão e capacidade de gerar séries de até 22 segundos, muito acima da média encontrada em praias tradicionais. A tecnologia que sustenta o funcionamento, chamada PerfectSwell®, foi criada pela American Wave Machines e é exclusiva da JHSF no Brasil. Ajustes detalhados permitem personalizar cada onda por meio de comandos que alteram formato, altura e velocidade.

O contraste entre o luxo do clube e o entorno urbano é evidente. A poucos metros do portão monumental, que se assemelha à entrada de um hotel cinco estrelas, a Marginal Pinheiros segue enfrentando desafios ambientais. Mas, ao cruzar os portões, o visitante encontra um cenário que parece desconectado da metrópole: duchas tropicais, pranchas alinhadas e instrutores preparados para orientar surfistas de diferentes níveis.

Antes de entrar na água, todos os iniciantes passam por uma aula obrigatória. Instrutores explicam desde as partes da prancha até o movimento de subida, o equilíbrio e a maneira correta de encarar cada tipo de onda. Em seguida, os alunos são distribuídos na piscina conforme o grau de dificuldade selecionado na programação do dia.

Com funcionamento entre 6h e 23h, a estrutura é destinada exclusivamente aos membros. Ainda não há informações sobre a entrada de convidados, mas cada título permite acesso integral às áreas para cônjuges e filhos. O complexo possui seis pisos dedicados ao lazer: o térreo abriga a praia artificial, restaurantes posicionados de frente para as ondas e um espaço infantil; os demais contam com academias, quadras e ambientes voltados ao bem-estar.

A profundidade da piscina varia e o fundo de concreto exige técnica e atenção, especialmente nas quedas. Instrutores afirmam que ajustes constantes na programação das ondas ainda devem ser feitos até que o espaço alcance sua performance ideal.

Para Ítalo Ferreira, campeão olímpico de surfe, o empreendimento abre uma nova possibilidade para quem vive longe do litoral: “Agora é possível surfar durante a semana com previsibilidade e sem depender do vento ou da maré.” Professores consultados pelo g1 também acreditam que o modelo pode inspirar novos projetos na cidade.

Combinando tecnologia, exclusividade e lifestyle, o São Paulo Surf Club inaugura uma experiência inédita para a capital paulista, simbolizando uma nova fase para o lazer de alto padrão em meio à selva urbana.


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