Diário de São Paulo
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Prefeito de São Paulo vê campanha disfarçada em desfile e fala repercute: "governo sem limites"

Prefeito de São Paulo afirma que apresentação em escola de samba no Rio ultrapassou limites culturais e gerou debate sobre propaganda antecipada

Imagem: Divulgação /Secom
Imagem: Divulgação /Secom

por Marina Milani

Publicado em 16/02/2026, às 19h55


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), comentou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, na noite de domingo (15).

O Carnaval é uma festa popular de expressão cultural. É algo muito importante e não deve ser usado para campanha eleitoral disfarçada”, afirmou Nunes, ressaltando a importância da festa como manifestação cultural.

O prefeito também comentou sobre a legislação eleitoral, lembrando que o desfile ocorreu em ano eleitoral: “Foi uma afronta à legislação eleitoral, com ataque a adversários políticos do homenageado, mas que também atinge grande parcela da população que tem opinião política diferente. Em ano eleitoral, é um evidente abuso eleitoreiro com o aval de um governo sem limites para tentar se perpetuar no poder”, declarou.

Segundo Nunes, a homenagem da escola de samba desrespeitou normas que regem a propaganda política em anos eleitorais, reforçando que tais regras devem ser observadas.

O desfile da Acadêmicos de Niterói contou com carros alegóricos que representaram ex-presidentes da República. Um boneco de Lula passou a faixa presidencial para uma representação de Dilma Rousseff, que por sua vez teve a faixa retirada por um boneco em alusão a Michel Temer. O último boneco representava Jair Bolsonaro, simbolizado como palhaço.

Enquanto aliados de Lula afirmam que não houve pedido explícito de voto, Nunes reforçou que a legislação eleitoral deve ser respeitada, inclusive considerando referências simbólicas que podem remeter a campanhas, como o número 13, associado ao PT, conforme entendimentos do Tribunal Superior Eleitoral.


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