Diário de São Paulo
Siga-nos
Segurança Pública

Polícia desarticula esquema de venda ilegal de celulares na zona leste de SP

Cerca de 250 aparelhos com indícios de roubo foram apreendidos em operação no Tatuapé e três suspeitos foram presos

Investigação aponta comércio online de produtos sem origem comprovada. - Imagem: Divulgação/Polícia Civil.
Investigação aponta comércio online de produtos sem origem comprovada. - Imagem: Divulgação/Polícia Civil.

Erika Osti Publicado em 18/03/2026, às 17h10


Uma operação da Polícia Civil de São Paulo terminou com a prisão de três homens suspeitos de integrar um esquema de armazenamento e venda ilegal de celulares e medicamentos no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital. A ação, realizada na terça-feira (17),  resultou na apreensão de cerca de 250 aparelhos com indícios de furto ou roubo, além de produtos comercializados de forma irregular pela internet.

As investigações foram conduzidas pela 5ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas, que cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da região. Em um dos imóveis, um suspeito foi abordado e indicou outro local ligado a ele, onde funcionava um comércio de perfumaria.

Nos fundos do estabelecimento, os policiais encontraram os celulares desmontados e sem qualquer comprovação de origem. No mesmo local, dentro de um frigobar, foram localizadas 20 caixas de remédios para emagrecimento sem registro nos órgãos competentes. Duas pessoas estavam no imóvel, entre elas um funcionário.

De acordo com o boletim de ocorrência, os produtos eram oferecidos para venda pela internet, o que ampliava o alcance do esquema e dificultava a rastreabilidade da origem das mercadorias.

Durante a operação, um quarto suspeito também foi abordado em outro endereço. O imóvel, segundo a polícia, era utilizado para armazenar produtos estrangeiros de forma clandestina, destinados à comercialização online. No local, foram apreendidos 41 celulares ainda nas embalagens originais, além de outros eletrônicos sem nota fiscal.

Esse suspeito foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos e acabou liberado após pagamento de fiança. Já os três detidos permaneceram à disposição da Justiça.

O caso foi registrado como associação criminosa, receptação, falsificação de produtos medicinais e cumprimento de mandado de busca e apreensão. A polícia também apura a possível ligação dos envolvidos com outros crimes relacionados ao comércio ilegal.


últimas notícias