Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, sumiu no fim de dezembro e caso é tratado como latrocínio

Erika Osti Publicado em 03/01/2026, às 18h06
A Polícia Civil de Bauru intensificou neste início de janeiro as buscas pela idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, desaparecida desde 22 de dezembro. A operação concentra esforços em um poço desativado de 17 metros de profundidade, localizado em área rural da cidade, onde os investigadores acreditam que possam encontrar indícios cruciais para esclarecer o caso.
O trabalho é complexo e envolve risco. Técnicos da prefeitura foram acionados para fornecer máquinas pesadas, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros e peritos acompanham cada etapa da escavação. O terreno apresenta instabilidade e exige cuidados redobrados para evitar acidentes durante a abertura do buraco.
Dagmar morava sozinha em um sítio na região de Rio Verde. O desaparecimento foi notado quando familiares perceberam que o carro da idosa havia sumido. Pouco depois, os caseiros que trabalhavam na propriedade, Paulo e Daniela, deixaram o local de forma repentina. A polícia passou a investigar o caso como latrocínio, roubo seguido de morte.
O veículo da idosa foi encontrado em Tatuí, a cerca de 200 quilômetros de Bauru. Segundo os investigadores, o carro foi trocado por uma caminhonete S10 e, em seguida, por um Astra. O casal de caseiros foi preso em Itararé, no Paraná, no dia 24 de dezembro, quando tentava negociar o Astra por outro automóvel.
Durante os interrogatórios, Paulo e Daniela chegaram a admitir parcialmente envolvimento, mas se mantiveram em silêncio nos depoimentos formais. A polícia agora aposta na escavação do poço como possível caminho para localizar o corpo da idosa ou obter provas que confirmem a dinâmica do crime.
O desaparecimento de Dagmar mobiliza não apenas autoridades, mas também moradores da região, que acompanham com expectativa o desenrolar das buscas.
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