Além do soldado Luan Felipe Alves Pereira, responsável pelo ato, outros seis policiais estão sob investigação por diversos crimes, incluindo lesão corporal

William Oliveira Publicado em 19/12/2024, às 11h45
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo formalizou o indiciamento de Luan Felipe Alves Pereira, por tentativa de homicídio durante uma abordagem realizada no dia 1º de dezembro, lançou um homem de uma ponte na zona sul da capital. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado informou que o Inquérito Policial Militar (IPM) referente ao caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar.
Além do soldado diretamente envolvido, outros seis policiais estão sob investigação por diversos crimes, incluindo lesão corporal, peculato culposo e prevaricação. Atualmente, todos os envolvidos encontram-se afastados de suas funções, conforme indicado pela SSP. O soldado responsável pelo ato violento está detido no Presídio Militar Romão Gomes desde o dia 5 de dezembro.
Durante o processo investigativo, a Corregedoria da PM ouviu depoimentos dos policiais e analisou a conduta individual de cada um. Em 4 de dezembro, foi solicitada a prisão do soldado que aparece nas imagens arremessando o homem, um pedido que foi aceito pela Justiça Militar no dia seguinte, conforme declarou a SSP.
Simultaneamente, a Polícia Civil também conduz uma investigação por meio da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da 2ª Seccional. Os policiais também enfrentam uma investigação administrativa que avalia suas ações durante o incidente.
O ocorrido se deu no bairro Cidade Ademar e foi registrado em vídeo, onde é possível ver o policial segurando o homem pela camiseta antes de empurrá-lo para o rio. De acordo com relatos, os policiais tentaram abordar dois indivíduos em uma motocicleta, mas como não foram atendidos, iniciaram uma perseguição. Um dos suspeitos foi detido, enquanto o outro foi lançado da ponte por um dos policiais. Testemunhas afirmam que ele sobreviveu, apesar das feridas sofridas na queda.
Todos os policiais implicados pertencem ao 24º Batalhão da PM, localizado em Diadema, na região metropolitana de São Paulo. Durante a ação, eles estavam equipados com câmeras corporais, cujas gravações serão fundamentais para as investigações futuras sobre a conduta dos envolvidos.
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