Diário de São Paulo
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CORRUPÇÃO

PF desmantela esquema milionário de policiais ligados a rifas ilegais

A Operação Latus Actio 3 tem como objetivo desarticular um esquema de corrupção envolvendo policiais civis acusados de receber propina de influenciadores que promovem rifas ilegais nas redes sociais

No total estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão - Imagem: Divulgação / Polícia Federal
No total estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão - Imagem: Divulgação / Polícia Federal

William Oliveira Publicado em 25/04/2025, às 08h36


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (25), a operação "Latus Actio 3", com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção envolvendo policiais civis acusados de receber propina de influenciadores digitais que promoviam rifas ilegais nas redes sociais. A ação conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Corregedoria da Polícia Civil, e ocorre em locais como Mauá, Santo André e na capital paulista.

Estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Santo André. Os alvos são quatro policiais vinculados ao 6º Distrito Policial da região. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo bancário dos investigados.

A operação é um desdobramento das fases anteriores — "Latus Actio" e "Latus Actio 2" — realizadas em março e dezembro de 2024, que já haviam revelado a existência de uma organização criminosa dentro da própria corporação. Na época, um policial foi preso preventivamente e outro afastado de suas funções.

Segundo as investigações, os policiais instauravam procedimentos chamados Verificação de Procedência de Informações (VPI), supostamente para apurar sorteios ilegais promovidos por influenciadores. No entanto, o real objetivo seria extorquir os investigados e seus advogados, mediante a promessa de arquivar as apurações.

A operação "Latus Actio 3" integra os esforços da Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado (FICCO/SP), composta pela Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública (SSP), Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).


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