Diário de São Paulo
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Violência contra criança

Mulher é suspeita de dopar enteado de 9 anos com anticoncepcional em bairro nobre de São Paulo

Pai da criança também é investigado pela Polícia Civil

Caso ocorreu em outubro, mas só foi reportado à polícia recentemente; investigação continua em andamento - Imagem: Reprodução/Pinterest
Caso ocorreu em outubro, mas só foi reportado à polícia recentemente; investigação continua em andamento - Imagem: Reprodução/Pinterest

Gabriela Nogueira Publicado em 17/01/2026, às 13h22


A Polícia Civil de São Paulo investiga uma mulher de 41 anos suspeita de envenenar o enteado, de 9 anos, em um apartamento no bairro dos Jardins, zona oeste da capital. O delegado responsável pelo caso solicitou a prisão temporária da investigada por tentativa de homicídio, diante da gravidade dos indícios reunidos.

O episódio ocorreu em outubro do ano passado, mas só chegou oficialmente ao conhecimento da polícia nesta semana, após a mãe do menino registrar boletim de ocorrência. Segundo o relato, ela foi avisada pelo pai da criança de que o filho havia passado mal de forma repentina e precisou ser levado às pressas ao hospital, onde ficou internado por três dias.

Exames médicos anexados ao inquérito apontam que o estado de saúde do menino representava risco imediato à vida. A suspeita é de que substâncias anticoncepcionais tenham sido misturadas à comida da criança, possivelmente com o uso de uma seringa.

Durante o registro da ocorrência, a mãe entregou à polícia imagens e mensagens que reforçam a suspeita. Entre o material apresentado estão vídeos que mostrariam a madrasta manipulando o prato do garoto e conversas em que o pai afirma desconfiar que algo foi colocado na refeição. Também foram entregues fotos de medicamentos que teriam sido utilizados.

Inicialmente, o caso foi levado à delegacia como possível situação de maus-tratos. Após análise do conteúdo e dos laudos médicos, a autoridade policial reclassificou a investigação como tentativa de homicídio. Para o delegado, a forma como a substância teria sido administrada indica consciência do risco extremo à saúde da criança.

O pai do menino também é alvo da apuração, para esclarecer se houve participação ou omissão no episódio. A Secretaria da Segurança Pública foi procurada para informar se a Justiça já decidiu sobre o pedido de prisão, mas ainda não houve posicionamento oficial.

A investigação segue em andamento e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.


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