Concessionária Urbia, responsável pela administração do Parque Ibirapuera, começou a cobrar taxas de assessorias esportivas que utilizam o espaço

William Oliveira Publicado em 23/03/2025, às 10h24
A concessionária que administra o Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, tem se envolvido em uma controvérsia com assessorias esportivas que utilizam o espaço para treinamento. Recentemente, a Urbia começou a exigir taxas das empresas que promovem aulas e atividades no parque, o que levou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) a iniciar uma investigação sobre o caso.
Samuel Lloyd, diretor da Urbia, explicou que as taxas são direcionadas a empresas que utilizam regularmente o parque como local de treinamento e que promovem seus serviços nas plataformas digitais. Ele informou que cerca de 60 empresas operam no local, oferecendo diversas modalidades esportivas e cobrando mensalidades que variam em média de R$ 200 por aluno.
Em declaração ao Metrópoles, Lloyd mencionou um evento de treino funcional realizado no parque, onde os participantes pagaram R$ 50 para participar, sem aviso prévio à concessionária. Ele destacou que o evento utilizou equipamentos como microfones e caixas de som, além de ocupar uma área significativa do espaço.
"O contrato de concessão nos garante que absolutamente todas as atividades comerciais deste território, mas não só, incluam também símbolos, imagem, marca do Parque Ibirapuera, são exclusividade dessa concessionária. Exatamente para a gente conseguir bancar todo esse investimento que está sendo feito. E eu acho que isso é o mais difícil das pessoas entenderem", afirmou Lloyd.
As tarifas mensais propostas pela Urbia começam em R$ 270 para assessorias com entre 5 e 30 alunos, podendo chegar a R$ 1.350 para empresas com mais de 200 alunos, o que representa uma média de R$ 10 por aluno mensal. A Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC-SP) se posiciona contra essa cobrança desde o ano passado, alegando sua ilegalidade.
A ATC-SP afirmou que não se opõe à regulamentação do uso do Parque Ibirapuera ou de outros parques da cidade, destacando sua disposição para dialogar com as autoridades responsáveis. No entanto, a associação reiterou sua oposição às taxas, enfatizando que o acesso aos parques deve ser gratuito e equitativo para todos.
Em resposta, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), informou que o contrato de concessão permite a exploração econômica da área, desde que respeitados os princípios de uso dos espaços públicos. A secretaria ressaltou que houve discussões sobre o tema e afirmou que está monitorando a situação para garantir o cumprimento dos termos contratuais.
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