Segundo a Prefeitura, o programa deve convocar mais de 1.500 candidatas

Mateus Omena Publicado em 07/07/2023, às 12h16
A Prefeitura de São Paulo anunciou que nos dias 10, 11 e 12 de julho 1.561 mães e mulheres da comunidade escolar serão pré-selecionadas para o Programa Operação Trabalho – POT Mães Guardiãs.
Segundo a gestão da capital, cerca de 1.560 mulheres serão convocadas nesta nova chamada.
Depois da verificação do nome divulgado, as candidatas devem comparecer em uma das 16 unidades selecionadas do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo, das 8h às 16h.
Segundo a Prefeitura, será necessário apresentar documentos pessoais, comprovatórios e cópia simples dos mesmos para confirmação dos dados fornecidos no cadastro on-line, realizado neste ano. Estando apta, no ato da entrega, é assinado o termo de compromisso e responsabilidade, que permite a entrada no programa.
As mulheres selecionadas receberão uma bolsa auxílio no valor de R$ 1.386,00 para seis horas por dia de atividade, totalizando 30 horas semanais. As mulheres atuarão no programa por no máximo 24 meses, em virtude da legislação do programa.
“Temos 3,5 mil mulheres ativas no programa, uma iniciativa da Prefeitura reconhecida por trazer oportunidades para as mães gerarem renda, por até dois anos, e, sobretudo, por proporcionar a preparação delas para a volta ao mercado de trabalho formal”, detalhou a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.
E acrescentou: “O novo grupo vem reforçar o trabalho dessas mães, a fim de evitar a evasão escolar na cidade, em uma ação em conjunto com a Secretaria de Educação, ativamente atenta às questões que possam afetar a frequência dos alunos na rede municipal de ensino”.
As mulheres selecionadas também serão contatadas, pela equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, por SMS, email e telefone fornecidos no cadastro. No atendimento presencial, as novas beneficiárias serão orientadas sobre a escola onde devem se apresentar ao longo do mês de julho.
Na entrega de documentos, ocorrerá uma conferência criteriosa com o objetivo de inserir no programa apenas mulheres que atendam às exigências da iniciativa, como estar desempregada e sem receber benefícios como o seguro-desemprego, possuir filho matriculado na rede municipal de ensino, ter entre 18 e 59 anos, entre outros. Na triagem também são aplicados critérios de desempate, como maior tempo de desemprego, menor renda per capita, menor escolaridade e maior idade.
"As Mães Guardiãs fazem um importante trabalho de reaproximação dos estudantes e famílias com as escolas, sendo mais uma forma de combate à evasão escolar na rede municipal", afirma Fernando Padula, secretário municipal de Educação.
Segundo o programa, as mulheres em situação de vulnerabilidade social vão atuar em escolas da rede municipal de ensino, com atividades voltadas à busca ativa, com o objetivo de evitar a evasão escolar.
As Mães Guardiãs realizarão trabalhos focados na proteção do direito à escolarização, como o apoio no acompanhamento da frequência escolar e as visitas domiciliares nos casos de frequência irregular. Além disso, elas vão colaborar para a boa convivência escolar dos estudantes, para o fortalecimento da atuação familiar, para a defesa dos direitos humanos e para o auxílio no cumprimento dos protocolos sanitários para a saúde coletiva.
Depois de assinarem o contrato, o grupo selecionado realizará uma capacitação para atuar na função, por meio do Portal do Cate, e também com apoio em atividades pedagógicas pela Secretaria Municipal de Educação. Para realizar os cursos é necessário fazer um cadastro na plataforma do Cate.
* Confira a lista dos nomes aprovados aqui.
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