Afirmação foi feita durante as investigações que colocam Jorge Luiz Sampaio Santos como um dos líderes procurados pela Polícia Civil, devido ao incidente violento que resultou na morte de um torcedor do Cruzeiro

William Oliveira Publicado em 01/11/2024, às 11h53
O advogado Gilberto Quintanilha, representante legal de Jorge Luiz Sampaio Santos, presidente da torcida organizada Mancha Alvi Verde, declarou que seu cliente só se apresentará às autoridades após a defesa obter acesso completo ao inquérito policial.
A afirmação foi feita em meio às investigações que colocam Jorge Luiz como um dos líderes procurados pela Polícia Civil, em decorrência do incidente violento que resultou na morte de um torcedor do Cruzeiro e deixou outros onze feridos. O episódio ocorreu no último domingo (27), na Rodovia Fernão Dias, próximo a Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo.
Além de Jorge Luiz, as autoridades também buscam Felipe Matos dos Santos, vice-presidente da torcida, e os integrantes Leandro Gomes dos Santos, Henrique Moreira Lelis, Aurélio Andrade de Lima e Nélio Ferreira da Silva. Todos são alvos de mandados de prisão emitidos pela Justiça, cuja execução se iniciou nesta sexta-feira (1).
Quintanilha afirmou à imprensa que ainda não teve acesso ao conteúdo das acusações e que a decisão de Jorge Luiz em se entregar depende desse conhecimento prévio. Ele ainda mencionou a presença de Balbino Santos, pai do acusado, na sede do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), para prestar esclarecimentos sobre itens apreendidos em sua residência. Balbino defendeu o filho, alegando que tentam imputar-lhe responsabilidades injustamente.
A operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo visa localizar os membros da torcida organizada envolvidos no ataque. As buscas foram realizadas em diversos locais, incluindo a capital paulista, Taboão da Serra e São José dos Campos. Um dos alvos das buscas foi a sede da Mancha Alvi Verde.
Durante a operação, liderada pela delegada Fernanda Herbella, foram apreendidos um Chevrolet Celta cinza e diversos objetos, como celulares, computadores e armas utilizadas no ataque ao ônibus dos torcedores. O material coletado será analisado pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) para auxiliar nas investigações em andamento.
As ações contam com a participação de policiais do Departamento de Operações Estratégicas (Dope), Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), Grupo Especial de Reação (GER) e Antissequestro.
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