Documento da Polícia Técnico-Científica aponta excesso de velocidade no acidente que matou duas amigas; Brendo Sampaio responde por duplo homicídio qualificado e segue preso

Lívia Gennari Publicado em 09/06/2025, às 16h49
Um laudo da Polícia Técnico-Científica confirmou que o motorista Brendo Sampaio dirigia a 108,1 km/h quando atropelou e matou as jovens Isabela Priel Regis e Isabelli Helena de Lima Costa, ambas de 18 anos, em abril deste ano, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul (SP). O limite de velocidade permitido na via é de 60 km/h.
O documento técnico confirma o que o Ministério Público já dizia: o motorista agiu com imprudência grave, por isso, em maio, Brendo foi denunciado e se tornouo réu por dois homicídios qualificados, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas. Brendo, de 26 anos, é estudante de direito, e está preso enquanto responde ao processo.
Relembre o caso
Em abril de 2025, as duas jovens amigas foram atropeladas e mortas enquanto atravessavam uma faixa de pedestres na Avenida Goiás, no ABC Paulista. Elas voltavam para casa depois de um passeio para comemorar o novo emprego de uma delas, quando foram atingidas por um carro em alta velocidade.
Testemunhas contaram à polícia que o motorista do Honda Civic, estaria participando de um racha com outro veículo, um GM Onix branco, que ainda não foi localizado. O impacto foi tão violento que os corpos das jovens foram arremessados por mais de 50 metros.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento exato em que Brendo atinge as duas jovens, que já estavam na faixa de pedestres. Embora o sinal estivesse verde para os veículos, o Código de Trânsito Brasileiro determina que pedestres têm prioridade sobre os carros, independentemente do semáforo.
O caso gerou comoção entre moradores da região e indignação nas redes sociais.
Histórico problemático: excesso de multas e suspensão da CNH
Além da velocidade acima do permitido no dia do acidente, Brendo acumulava 12 multas de trânsito registradas pelo Detran-SP. Sete delas foram por excesso de velocidade e uma por avanço de sinal. Em janeiro deste ano, o mesmo carro já havia sido flagrado a 97 km/h em uma via com limite de 60 km/h. Segundo a Polícia Civil, ele também estava ao volante nessa ocasião.
A investigação apurou ainda que a carteira de habilitação de Brendo estava prestes a ser suspensa, pois ele havia ultrapassado o limite de pontos permitidos por lei.
Famílias das vítimas cobram justiça
Durante audiência realizada na última semana, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu. Segundo o advogado Rafael Felipe Dias, que representa as famílias das vítimas, Brendo alegou não ter visto as jovens porque estava concentrado em um segundo semáforo à frente.
"Ele afirmou ainda ter 4 graus de astigmatismo, mas não usa óculos por orientação médica. A imprudência dele, aliada à alta velocidade, confirma o dolo eventual e a necessidade de que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri. As famílias clamam por Justiça", declarou o advogado.
O caso segue sob investigação e aguarda o julgamento no Tribunal do Júri, onde será analisada a responsabilidade de Brendo Sampaio pelo atropelamento que tirou a vida de duas jovens. As famílias das vítimas seguem acompanhando de perto o processo e clamam por justiça, na esperança de que o desfecho do caso sirva de alerta para a importância do respeito às leis de trânsito e à vida dos pedestres.
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