Cerca de 16 mil garrafas foram confiscadas desde o final de setembro

Gabriela Thier Publicado em 08/10/2025, às 17h57
O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo anunciou que a análise realizada em dois lotes de garrafas de bebidas alcoólicas destiladas, que foram apreendidas durante operações na capital, revelou a presença de metanolem níveis que indicam adição intencional da substância, ao invés de resultado natural do processo de destilação.
Em resposta a questionamentos, o instituto não divulgou detalhes sobre a quantidade exata de garrafas examinadas nem os tipos específicos de bebidas analisadas. Informações sobre os locais das apreensões também permanecem indisponíveis.
"Até agora, dois grupos de produtos submetidos à perícia apresentaram resultados positivos para metanol, com concentrações superiores ao permitido pela legislação vigente. Os laudos foram enviados à Polícia Civil para apoiar as investigações e esclarecer a situação", destacou o órgão em comunicado nesta terça-feira (7).
Além disso, o Instituto enfatizou que sua equipe realiza perícias contínuas para determinar as concentrações e verificar as amostras enviadas pela Polícia Civil. Também é feita uma análise detalhada dos rótulos e lacres das garrafas. A conclusão preliminar é que o metanol encontrado foi adicionado artificialmente, não resultando da destilação legítima.
Na última sexta-feira (3), o Instituto estabeleceu uma força-tarefa destinada a examinar as garrafas confiscadas durante as fiscalizações com o objetivo de investigar casos de adulteração e contaminação por metanol. De acordo com os últimos dados fornecidos pelo governo paulista, aproximadamente 16 mil garrafas foram confiscadas desde o dia 29 do mês passado.
O processo analítico inclui uma verificação inicial das embalagens para identificar possíveis danos ou sinais de reutilização. Após essa etapa, as amostras são processadas por meio de equipamentos especializados que separam os componentes das bebidas alcoólicas.
A confirmação da presença de metanol e sua respectiva quantidade só será oficializada no laudo final, que será elaborado após a conclusão completa da análise.
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