Diário de São Paulo
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Indenização de R$ 200 mil é paga à família de PM morto durante preparação do 7 de Setembro

O acidente ocorreu um dia antes da aposentadoria de Paulino. Família busca esclarecimentos sobre a morte do policial

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 25/12/2025, às 11h19


A Polícia Militar de São Paulo pagou, neste mês, R$ 200 mil à família do subtenente Paulino Cristovam da Silva, que morreu em setembro do ano passado após sofrer um acidente enquanto se preparava para o desfile de 7 de Setembro, no Sambódromo do Anhembi, Zona Norte da capital. O valor é referente à indenização do seguro de vida previsto na lei estadual 14.984/2013, destinada a familiares de agentes mortos em serviço.

Como Paulino era divorciado e não tinha filhos, o pagamento será dividido entre três irmãs, um irmão e uma sobrinha, que vivem em São Paulo e Pernambuco. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Dirceu Walber Gonçalves de Lima. Segundo ele, o próximo passo dos parentes é cobrar mais esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte. “Eles têm o direito de saber o que, de fato, aconteceu”, afirmou.

Acidente em serviço

Paulino, de 52 anos, integrava a cavalaria da PM havia mais de três décadas. Ele participaria do tradicional desfile cívico-militar quando sofreu o mal súbito que antecedeu a queda. O cavalo, chamado Quero-Quero, arrancou em disparada e o policial caiu durante o trajeto. O subtenente foi socorrido, mas não resistiu. O laudo médico apontou traumatismo craniano como causa da morte.

A investigação interna da corporação concluiu que o episódio foi um acidente de trabalho e que não houve falha técnica, imprudência ou conduta irregular do policial. Com isso, o caso foi oficialmente reconhecido como morte “em razão do serviço”, o que habilitou a indenização.

Último dia antes da aposentadoria

O acidente aconteceu às vésperas da aposentadoria de Paulino. Em um vídeo gravado por um colega na véspera do desfile, o subtenente aparece comentando que estava no seu último dia de trabalho. Trechos do registro circularam nas redes sociais após a morte.

Apesar de nenhuma das câmeras no local ter captado o momento da queda, o episódio repercutiu por envolver um policial experiente, em atividade rotineira e pública. “Ele fazia questão de desfilar todos os anos. Era técnico, dedicado e apaixonado pelo que fazia”, contou um colega ao portal g1, sob anonimato.

Honras e reconhecimento

Paulino foi sepultado com honras militares no Mausoléu da Polícia Militar, no Cemitério do Araçá, espaço reservado a agentes mortos em serviço. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e autoridades da corporação estiveram presentes no velório. O policial deve ser promovido postumamente a 2º tenente, segundo informou a PM.


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