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Merenda

Fiscalização revela irregularidades alarmantes na merenda escolar em SP

Casos graves incluem alimentos impróprios e armazenamento inadequado, comprometendo a segurança alimentar

Casos graves incluem alimentos impróprios e armazenamento inadequado, comprometendo a segurança alimentar - Imagem: Reprodução / TCE
Casos graves incluem alimentos impróprios e armazenamento inadequado, comprometendo a segurança alimentar - Imagem: Reprodução / TCE

Gabriela Thier Publicado em 01/10/2025, às 18h04


Uma recente fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) revelou uma série de irregularidades no fornecimento de alimentação em escolas estaduais e municipais. A inspeção, que ocorreu na última segunda-feira (30), abrangeu 371 instituições de ensino, sendo 262 delas municipais e 109 estaduais, distribuídas pela Região Metropolitana, interior e litoral do estado.

As irregularidades identificadas durante a operação foram alarmantes. Entre os principais problemas encontrados estão:

  • Água imprópria para consumo: 77,84%
  • Equipamentos danificados: 31,27%
  • Alimentos fora do prazo de validade: 5,41%
  • Armazenamento inadequado (sem uso de paletes ou prateleiras): 28,11%
  • Falta de controle de temperatura: 34,59%
  • Ausência de registro de fiscalização do Conselho de Alimentação Escolar: 49,73%
  • Merendeiras utilizando uniformes inadequados: 24,26%

Dentre os casos mais preocupantes, uma escola na capital paulista apresentava ovos sem identificação e leite em pó vencido. Em Diadema, foi detectada a presença de plástico na carne moída, enquanto em Itapecerica da Serra um forno estava enferrujado. Além disso, em uma escola localizada em Mauá, materiais recicláveis estavam armazenados em áreas destinadas à alimentação dos alunos.

Essas descobertas refletem uma grave contrariedade aos objetivos esperados para o fornecimento da merenda escolar. O TCE realiza essas fiscalizações para fornecer subsídios nas avaliações das contas das prefeituras e da Secretaria Estadual da Educação.

Em resposta aos resultados da fiscalização, a Secretaria Estadual da Educação declarou que já finalizou 272 reformas em refeitórios e cozinhas nas escolas. A pasta também ressaltou que menos de 30% das unidades inspecionadas pertenciam à rede estadual e não foram encontradas irregularidades significativas relacionadas ao fornecimento da merenda escolar entre elas.

A secretaria se colocou à disposição tanto do TCE quanto da comunidade escolar para fornecer quaisquer esclarecimentos adicionais e aguarda o recebimento oficial dos relatórios completos sobre a fiscalização realizada.


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