Caso amplia crise familiar envolvendo o parlamentar Fernando Marangoni e troca de acusações entre os pais

Letícia Sales Publicado em 15/04/2026, às 13h21
A filha do deputado federal Fernando Marangoni (Podemos) registrou, na noite de terça-feira (14), um boletim de ocorrência contra a própria mãe, Fabiana Marangoni, por agressão. O caso foi comunicado à polícia em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, após um desentendimento entre as duas.
Em declaração, Fabiana afirmou que a situação é mais complexa do que aparenta e sugeriu influência sobre a filha.
“Está difícil. Esse foi o preço que eu paguei por me calar e esconder de todos por tanto tempo. Nessa semana, meu advogado está protocolando minhas provas e testemunhas”, disse.
O episódio ocorre dias após uma troca de acusações entre Fabiana e o deputado. No dia 1º de abril, a médica procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santo André e registrou um boletim de ocorrência contra o então marido, alegando agressão após uma discussão.
Em um vídeo, Fabiana confirmou que houve “agressões” durante o episódio, mas negou informações de que o apartamento teria sido destruído.
Após a denúncia, Fernando Marangoni divulgou um vídeo em que aparece com ferimentos no rosto e dentes quebrados, afirmando ser vítima. Segundo ele, as agressões não teriam sido um caso isolado.
Um policial militar que atendeu a ocorrência relatou, em depoimento, que Fabiana teria mencionado informalmente a existência de uma “agressão mútua” após o desentendimento.
A filha do casal já havia se manifestado anteriormente nas redes sociais em defesa do pai.
“Sou filha dele e pode ter certeza que sei bem mais do que um petulante que fica na internet e não sabe 1% por trás”, escreveu, ao responder a comentários sobre o caso.
No dia 3, o deputado voltou a se pronunciar publicamente.
“Quem me conhece sabe a pessoa que eu sou”, afirmou, acrescentando que tem respeito por todos, “principalmente pelas mulheres”.
Ele disse ainda que só decidiu falar após conversar com as filhas sobre o ocorrido.
Em nota, Fabiana declarou que tentou preservar a família antes de tornar o caso público.
“Não estou buscando mídia e nem prejudicar qualquer parte, em especial minhas três filhas que na qualidade de maiores e melhores bens preciosos, são mulheres e precisam aprender através do exemplo que essa situação e outras infelizes por mim vividas são inaceitáveis”, afirmou.
A médica também ressaltou que decidiu recorrer à Justiça.
“Como qualquer mulher em seu direito violado”, disse, ao explicar que passou a se posicionar contra atos de violência física e emocional dentro do ambiente familiar.
Os episódios seguem sob apuração das autoridades.
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