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INVESTIGAÇÃO

Corretora foi assassinada em intervalo de 8 minutos, diz delegado

Daiane Alves, corretora de imóveis de 43 anos, foi assassinada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira no dia 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas

Corretora foi assassinada em intervalo de 8 minutos, diz delegado - Imagem: Reprodução / Câmera de Segurança
Corretora foi assassinada em intervalo de 8 minutos, diz delegado - Imagem: Reprodução / Câmera de Segurança

William Oliveira Publicado em 30/01/2026, às 12h09


A corretora de imóveis Daiane Alves, de 43 anos, pode ter sido assassinada em apenas oito minutos, segundo investigações conduzidas pelo delegado André Luiz Barbosa. Câmeras de segurança do edifício em que residia, em Caldas Novas, registraram o último momento da vítima, que saiu do elevador às 19h do dia 17 de dezembro de 2025.

O próximo registro de movimentação no subsolo ocorreu às 19h08. Uma moradora ouvida pela polícia afirmou não ter presenciado nenhum ato criminoso. Com base nesses dados, a polícia acredita que o crime ocorreu nesse intervalo de tempo.

O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, foi detido após confessar participação no homicídio e indicar onde havia ocultado o corpo da vítima. Seu filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi preso sob suspeita de envolvimento. Ambos compareceram a uma audiência de custódia na quinta-feira (29), e as prisões foram mantidas. A defesa de Cléber informou que ele está colaborando com as investigações.

Vídeos gravados por Daiane enquanto descia no elevador mostram a corretora manuseando o celular para filmar o trajeto e enviar os clipes a uma amiga. Segundo a polícia, Daiane se dirigia ao subsolo para verificar um problema elétrico em seu apartamento. Durante o percurso, ela encontrou outra pessoa no elevador e fez uma parada na portaria antes de seguir adiante.

“Esse vídeo que ela grava descendo no elevador foi encaminhado às 18h59 [...] Então, ela gravava e enviava. O terceiro vídeo ela não conseguiu enviar”, detalhou o delegado André Barbosa.

As investigações indicam que Cléber pode ter usado as escadas para não ser filmado pelas câmeras. Imagens do carro do síndico, um Fiat Strada, mostram o veículo se dirigindo a uma área florestal com a capota fechada e retornando cerca de 48 minutos depois com a capota aberta. A polícia acredita que o automóvel transportava o corpo de Daiane até uma região de mata em Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas, onde foi encontrado na madrugada de quarta-feira (28).

Maicon também foi preso por tentativa de obstrução das investigações. Durante a detenção de Cléber, surgiram indícios de que Maicon havia dado ao pai um celular novo possivelmente para ocultar provas.

“A prisão foi solicitada, em um primeiro momento, para que a gente pudesse entender se essa participação já acontecia desde a prática desse homicídio ou se só aconteceu depois que o crime ocorreu”, afirmou André em entrevista à TV Anhanguera.

Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), a prisão de Maicon também foi mantida após audiência de custódia. Há indícios de que Cléber e Maicon teriam planejado uma possível fuga, já que malas foram encontradas no apartamento do síndico no momento da detenção.

Prisão do síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira - Imagem: Reprodução / Wildes Barbosa / O Popular
Prisão do síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira - Imagem: Reprodução / Wildes Barbosa / O Popular

O corpo de Daiane Alves foi transferido ao Instituto Médico Legal (IML) em Goiânia, onde passará por exames periciais. O laudo necroscópico, que determinará a causa da morte, deve ser divulgado em até dez dias. A perita criminal Núbia Miranda explicou que a identificação envolverá tomografia computadorizada e análise da arcada dentária, garantindo precisão nos resultados.


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