Expansão do metrô, ônibus elétricos e trem intercidades ganham fôlego no novo PAC

Gabriela Thier Publicado em 29/11/2024, às 17h54
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formalizou, na última sexta-feira, acordos de financiamento com o estado de São Paulo e a prefeitura da capital paulista, totalizando R$10,65 bilhões. Esses contratos visam impulsionar projetos de infraestrutura e mobilidade urbana, inseridos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As iniciativas contemplam a ampliação da rede metroviária, a aquisição de ônibus elétricos, a construção de um trecho do Rodoanel e o desenvolvimento do trem intercidades que ligará São Paulo a Campinas.
Aloysio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que o montante investido nos novos contratos representa quase metade dos R$23 bilhões destinados ao estado nos últimos dez anos. Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mercadante enfatizou o esforço significativo envolvido na concretização destes financiamentos.
Mercadante elogiou o comprometimento do presidente Lula com os princípios republicanos e sua disposição para cooperar com líderes políticos de diferentes espectros, citando a colaboração com o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes, ambos representantes da oposição ao governo federal. "É assim que a gente vai melhorar esse país", afirmou.
Entre os contratos firmados, destaca-se o acordo de R$2,5 bilhões com a Prefeitura de São Paulo para a compra de 1.300 ônibus elétricos fabricados no Brasil. O prefeito Ricardo Nunes salientou que essa medida é crucial para as estratégias de mitigação das mudanças climáticas no país. Além disso, a parceria possibilitará à prefeitura direcionar recursos próprios para outras iniciativas, beneficiada por taxas de juros reduzidas oferecidas pelo BNDES.
Nunes ressaltou que uma significativa parcela das emissões de dióxido de carbono na cidade provém dos veículos em circulação, especialmente dos ônibus movidos a diesel. Com uma frota composta por 12 mil unidades, a transição para veículos não poluentes contribuirá não apenas para melhorar a qualidade do transporte público e reduzir doenças respiratórias, mas também para proteger o meio ambiente.
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