Ataque brutal também vitimou o pai da advogada, resultando na morte de três pessoas, incluindo o agressor

Redação Publicado em 22/11/2025, às 15h26
Uma história de violência brutal chocou o interior de São Paulo nesta sexta-feira (21). Camilla Silva, uma advogada de 32 anos e líder na defesa dos direitos femininos, foi vítima de um crime bárbaro em sua casa. Ela foi morta a facadas pelo próprio companheiro, o policial militar Leonardo Silva, de 25 anos.
O ataque covarde também atingiu o pai da advogada, que tentou defendê-la. O desfecho dessa tragédia familiar resultou na morte de três pessoas, incluindo o agressor. A notícia causou grande consternação, especialmente na comunidade jurídica.
Segundo dados repassados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar (PM) foi chamada com urgência após o homem iniciar o ataque contra a esposa e o sogro, Paulo Sérgio Silva, usando uma faca.
Os agentes que chegaram ao local tiveram que agir rapidamente para deter o agressor. Para conter Leonardo, os policiais atiraram nele. Tanto Camilla quanto seu pai, além do próprio policial, foram levados às pressas para o Hospital de Piraju. No entanto, infelizmente, nenhum dos três resistiu aos ferimentos e todos vieram a óbito. A mãe de Camilla também estava na residência durante o ocorrido, mas conseguiu ser retirada do local antes de ser ferida por Leonardo.
Urgência do combate à violência de gênero
A advogada Camilla Silva exercia um papel importante na área, sendo presidente da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Piraju. Em razão do crime, a seccional de São Paulo da OAB usou as redes sociais para expressar profundo pesar pela perda da colega.
A entidade destacou a trajetória da advogada, que era reconhecida por sua competência e dedicação na luta contra a violência doméstica e pela valorização das profissionais do Direito.
"A morte de Camilla é um alerta doloroso sobre a violência contra a mulher, um problema social grave que exige uma resposta firme e o envolvimento de todos. É fundamental termos mais ações eficazes, proteção às mulheres e um empenho coletivo para acabar com toda forma de agressão de gênero."
A OAB reforçou o papel que Camilla desempenhava ativamente em suas ações, sempre focada na defesa das mulheres e no combate a esse tipo de crime.
Arma havia sido retirada
A SSP ainda forneceu a informação de que a pistola que Leonardo usava no trabalho havia sido recolhida na noite anterior. A retirada da arma aconteceu porque houve o registro de uma denúncia contra ele em São Paulo (capital), mas o teor dessa ocorrência não foi detalhado.
O caso foi registrado como feminicídio, tentativa de homicídio e morte decorrente de intervenção policial, e está sendo investigado pelas autoridades competentes.
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