Justiça já determinou religação imediata, mas instabilidade segue em bairros da capital

Gabriela Nogueira Publicado em 16/12/2025, às 16h19
A crise no fornecimento de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo entra no sétimo dia sem solução definitiva. Na manhã desta terça-feira (16), mais de 28 mil imóveis ainda estavam sem luz, reflexo direto dos estragos causados pela forte ventania associada a um ciclone extratropical que atingiu o estado na semana passada.
A capital paulista concentra a maior parte dos impactos. Só na cidade de São Paulo, quase 24 mil residências permaneciam no escuro, segundo dados atualizados nesta manhã. O cenário tem sido marcado por instabilidade e oscilações constantes no serviço, o que amplia a insatisfação de moradores e comerciantes.
Na segunda-feira, a situação expôs a fragilidade da rede elétrica. Pela manhã, cerca de 26 mil imóveis estavam sem energia, número que caiu momentaneamente, mas voltou a subir ao longo da tarde e alcançou aproximadamente 50 mil clientes afetados. Em diversos bairros, a luz chegou a retornar por algumas horas antes de cair novamente.
A concessionária responsável havia informado que o fornecimento seria totalmente restabelecido até o fim do último domingo, prazo que não foi cumprido. Diante do prolongamento do apagão, a Justiça determinou a normalização imediata do serviço, com previsão de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento.
Em nota, a Enel afirmou que o número de clientes sem energia varia ao longo do dia e classificou a situação como dinâmica. Segundo a empresa, enquanto equipes trabalham para restabelecer o serviço em alguns pontos, novas interrupções podem ocorrer em outros trechos da rede, seja por efeitos residuais do clima, galhos, objetos lançados sobre os fios ou manobras técnicas necessárias para os reparos.
Para moradores afetados, o prolongamento da crise tem causado prejuízos materiais, transtornos na rotina e insegurança, especialmente em áreas com semáforos desligados e comércios dependentes de energia. Órgãos de defesa do consumidor seguem monitorando o caso, enquanto a população aguarda uma solução definitiva para um apagão que já se tornou um dos mais longos dos últimos anos na região.
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