Duas norte-americanas, Judith e Natalia Raanan, que são de Chicago, foram libertadas como reféns

Marina Roveda Publicado em 21/10/2023, às 08h44
Na sexta-feira (20), a notícia da libertação de duas mulheres que estavam entre os 203 reféns do grupo terrorista Hamas trouxe um raio de esperança em meio ao conflito em andamento. As reféns libertadas, identificadas como Judith e Natalia Raanan, ambas dos Estados Unidos, foram sequestradas enquanto visitavam parentes no kibutz de Nahal Oz, em Israel, e posteriormente levadas para Gaza.
A confirmação da libertação foi dada por um porta-voz do Hamas e, em seguida, confirmada pelo governo de Israel. Estas são as primeiras pessoas sequestradas a serem libertadas desde o início da guerra entre o Hamas e os israelenses, em 7 de outubro.
O resgate das reféns foi possível graças a negociações com autoridades do governo do Catar, conforme declarado pelo grupo terrorista. A notícia da libertação foi acompanhada por uma nota de apoio do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que ofereceu o suporte do governo americano para a recuperação das reféns.
O Crescente Vermelho, uma organização humanitária islâmica que é equivalente à Cruz Vermelha em países muçulmanos, confirmou o recebimento das duas mulheres, e o governo de Israel informou que elas foram encaminhadas a uma base militar israelense.
O presidente Biden, em sua declaração, expressou alívio pela libertação das reféns e destacou o apoio dos EUA em seu processo de recuperação. O governo dos Estados Unidos tem acompanhado de perto a situação desde o início.
A maioria dos reféns é composta por cidadãos israelenses, mas de acordo com as Forças Armadas de Israel, também há reféns de outras nacionalidades, incluindo cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Ucrânia, Itália e Brasil.
No entanto, o Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, afirmou que não recebeu comunicação oficial sobre a presença de brasileiros entre os reféns.
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