O Reino Unido aprovou o segundo antiviral contra covid-19 a pílula da Pfizer destinada a adultos com infecção leve a moderada e com alto risco de agravamento

Redação Publicado em 31/12/2021, às 00h00 - Atualizado às 21h46
O Reino Unido aprovou o segundo antiviral contra covid-19 a pílula da Pfizer destinada a adultos com infecção leve a moderada e com alto risco de agravamento da doença.

O Reino Unido age em meio à alta recorde de casos de covid-19, à medida que a variante Ômicron espalha rapidamente.
Com base nos dados, a pílula Paxlovid é mais eficaz quando tomada durante os estágios iniciais da covid-19, disse nesta sexta-feira a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês), recomendando seu uso dentro de cinco dias após os primeiros sintomas.
Neste mês, a Pfizer declarou que a Paxlovid mostrou eficácia de quase 90% na prevenção de hospitalizações e mortes em pacientes de alto risco, e dados laboratoriais recentes sugerem que a droga mantém sua eficácia contra a variante Ômicron.
A MHRA disse ainda que trabalha com a Pfizer, junto com a alemã BioNTech de uma das vacinas líderes contra Covid-19, para monitorar a eficácia do Paxlovid contra a Ômicron.
“Agora temos mais um medicamento antiviral para tratamento de covid-19 que pode ser tomado por via oral em vez de por via intravenosa. Isso significa que pode ser administrado fora de um ambiente hospitalar”, disse o chefe do MHRA, June Raine.
O Paxlovid é composto por duas substâncias ativas que vêm na forma de dois comprimidos separados, tomados juntos duas vezes por dia durante cinco dias. O Reino Unido garantiu mais de 2,75 milhões de unidades do medicamento.
Os comprimidos são parte de uma classe de medicamentos chamados inibidores de protease, usados atualmente para tratar HIV e hepatite C, que atuam impedindo a replicação do vírus.
A pílula anti-Covid-19 da rival Merck foi aprovada pelo Reino Unido no mês passado. Mas, de acordo com os testes clínicos, a droga reduziu apenas cerca de 30% as hospitalizações e mortes de pacientes de alto risco.
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Agencia Brasil
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