Em seu primeiro pronunciamento após assumir o poder, Mojtaba Khamenei prometeu vingança contra os Estados Unidos e afirmou que o Irã continuará retaliando ataques no Oriente Médio.

Redação Publicado em 12/03/2026, às 11h31
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, anunciou a intenção de atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e manter o Estreito de Ormuz fechado como forma de pressão estratégica, em resposta a um ataque que resultou na morte de seu pai.
Durante seu pronunciamento, Khamenei enfatizou que todas as bases americanas na região devem ser consideradas alvos e que o bloqueio do Estreito de Ormuz é uma ferramenta de pressão contra adversários, apesar de afirmar que o Irã mantém relações amistosas com países vizinhos.
O novo líder, que foi ferido durante os ataques que mataram seu pai, é visto como um representante da ala mais radical do regime, e sua ascensão pode resultar em uma postura mais agressiva do Irã no cenário internacional e um endurecimento político interno.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (12) que o país pretende atacar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e manter o Estreito de Ormuz fechado como forma de pressão estratégica no conflito em curso na região.
A declaração foi feita em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal iraniana, o primeiro desde que Mojtaba foi escolhido para substituir seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra em um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel.
Na mensagem, lida por um apresentador, o novo líder iraniano afirmou que o país não deixará de vingar os mortos no conflito e que as bases militares americanas instaladas na região devem ser consideradas alvos.
“Todas as bases americanas da região devem ser fechadas imediatamente. Essas bases serão atacadas”, afirmou no comunicado.
Mojtaba Khamenei também defendeu a continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos do comércio global de petróleo. Segundo ele, a medida representa um instrumento de pressão contra os adversários do Irã.
Apesar da escalada das ameaças, o líder iraniano declarou que o país mantém relações de amizade com nações vizinhas e afirmou que os ataques realizados até agora têm como alvo apenas instalações militares.
Durante o pronunciamento, Mojtaba também agradeceu o apoio da chamada “Frente de Resistência”, coalizão de grupos aliados do Irã, incluindo organizações como Hezbollah e Hamas, que têm atuado ao lado de Teerã no confronto contra Estados Unidos e Israel.
O discurso ocorre em meio a relatos de que o novo líder iraniano teria sido ferido durante os ataques que mataram seu pai, no início da guerra. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, Mojtaba sofreu ferimentos nas pernas e, por isso, ainda não fez aparições públicas desde que assumiu o cargo.
O governo iraniano afirma que ele está “são e salvo”, embora a mídia estatal tenha se referido ao líder como um “veterano de guerra ferido”.
Considerado um representante da ala mais linha-dura do regime iraniano, Mojtaba Khamenei foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, órgão religioso responsável por eleger o líder supremo do país.
Analistas avaliam que sua ascensão pode indicar uma postura ainda mais agressiva do Irã no cenário internacional, além de maior endurecimento político interno.
O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel já provocou uma série de ataques, bloqueios marítimos e confrontos indiretos em vários países do Oriente Médio.
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