Nunca um presidente americano enfrentou tantos escândalos como Donald Trump em um ano e meio de governo. Num mesmo dia, já conhecido como a “terrível

Redação Publicado em 23/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 16h09
Nunca um presidente americano enfrentou tantos escândalos como Donald Trump em um ano e meio de governo. Num mesmo dia, já conhecido como a “terrível terça-feira”, sofreu mais dois golpes na Justiça envolvendo ex-assessores. A cada revés, fica mais difícil para o presidente insistir na tática de desacreditar a investigação do procurador especial Robert Mueller III, que desde o ano passado já indiciou 33 pessoas e três empresas pela interferência russa na campanha de Trump.
Desta vez, Paul Manafort, ex-chefe de sua campanha, foi condenado por oito crimes financeiros e o ex-advogado Michael Cohen admitiu na Justiça que violou as leis de financiamento de campanha e pagando, a pedido de Trump, pelo silêncio de duas mulheres que alegam ter se relacionado com ele.
A pouco mais de dois meses das eleições de meio de mandato, a palavra impeachment sai com frequência da boca de democratas, que esperam recuperar em novembro o controle do Congresso. A derrota republicana nas urnas seria o pior cenário para o presidente, que se arriscaria ao julgamento político, com uma maratona de audiências que debilitaria a última metade de seu governo.
Trump conta com o apoio de 90% da base republicana e joga com a fortaleza econômica de seu governo, que registrou crescimento de 4,5% em um ano, para manter eleitores a seu lado. Um impeachment provocaria um colapso no mercado, advertiu nesta quinta-feira.
Desta forma, o presidente vem alimentando uma frágil relação com a verdade. O jornal “Washington Post” já levantou 4.229 afirmações falsas de Trump, uma média de 7,6 por dia.
Um julgamento judicial, por outro lado, parece distante. O procurador especial Mueller já sinalizou à equipe jurídica da Casa Branca que deverá seguir a orientação do Departamento de Justiça de que um presidente em exercício não pode ser indiciado. Assim, mais do que pela Justiça, o destino de Trump será traçado em novembro pelos eleitores.
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