O São Paulo passou a semana entrevistando candidatos ao cargo de novo treinador para substituir Fernando Diniz. As conversas são de análise e sem compromisso

Redação Publicado em 06/02/2021, às 00h00 - Atualizado às 11h17
O São Paulo passou a semana entrevistando candidatos ao cargo de novo treinador para substituir Fernando Diniz. As conversas são de análise e sem compromisso de virar uma proposta concreta.
A preferência é por um estrangeiro. A maioria consultada é formada por portugueses e argentinos.
A ideia neste primeiro momento foi abrir o leque e ouvir mais profissionais para, agora num segundo momento, filtrar os três principais nomes e então decidir o técnico.
Nos bastidores, o relato é de satisfação em diferentes níveis pelo teor das conversas com todos os profissionais e de que nenhum treinador foi descartado. Mas a postura é de cautela. Isso porque os valores envolvidos nas conversas são considerados caros.
Justamente por isso o São Paulo não coloca um prazo final para anunciar seu treinador, enquanto o interino Marcos Vizolli comanda os treinos no dia a dia.
Alguns dos profissionais consultados foram: os portugueses Pedro Martins (Olympiacos), Marco Silva (ex-Sporting), Bruno Lage (ex-Benfica) e André Villas Boas (saiu do Olympique de Marselha, mas prefere descansar agora), os argentinos Hernán Crespo (Defensa y Justicia), Guillermo Barros Schelotto (este não é visto entre os favoritos) e Sebastian Beccacece, entre outros nomes mantidos em sigilo.
O espanhol Miguel Ángel Ramírez, ex-Independiente del Valle, é um caso à parte. Analisado e aprovado em 2020, o treinador seria um nome de consenso, embora também dependa de uma negociação financeira. Mas ele tem um acerto com o Internacional.
O presidente Julio Casares, o dirigente do futebol Carlos Belmonte e o coordenador Muricy Ramalho começaram as entrevistas após a demissão de Fernando Diniz, enquanto o executivo Rui Costa pegou o processo já em andamento – ele começou seu trabalho no CT da Barra Funda na última quarta-feira.
Rui Costa vai participar do filtro final a ser feito com os nomes melhores cotados para, depois, definir o novo treinador.
Internamente, a avaliação é de que os valores envolvidos na contratação de técnicos do exterior são altos.
Para se ter um parâmetro, o gasto do São Paulo no fim da passagem da comissão técnica de Fernando Diniz era de R$ 520 mil para quatro integrantes (técnico, dois auxiliares e um preparador físico), em um acordo baseado na CLT. Agora, a tendência no caso da contratação de um estrangeiro é de aumento no gasto.
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Fonte: GE – Globo Esporte.
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