A prática de atividade física, além de promover uma vida saudável, pode resultar em uma relação sexual mais ativa e intensa. Quando uma pessoa tem rotina

Redação Publicado em 06/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h58
A prática de atividade física, além de promover uma vida saudável, pode resultar em uma relação sexual mais ativa e intensa. Quando uma pessoa tem rotina esportiva, todo o seu corpo vai responder de forma positiva, entregando maior flexibilidade, melhor respiração e fortalecimento muscular. Além disso, com os exercícios, o corpo naturalmente produz mais serotonina e endorfina, aumentando a sensação de bem-estar e prazer, o que contribui na redução do estresse e da ansiedade. No Dia do Sexo, entenda como o exercício pode ajudar na performance.
De acordo com a sexóloga Gabriela Marinho, estar em contato com o corpo por meio da atividade física nos ajuda a ter uma maior conexão com nós mesmos. Isso está relacionado ao conhecimento das suas próprias vontades, receios e sentimentos.
– Saber meus limites, gostar da sensação do toque. Além de contribuir muito para a criatividade, uma vez que, ficamos mais seguros para tentar novas posições sem perder o fôlego. – afirma a sexóloga.
De acordo com um estudo publicado na revista científica Plos One em 2013, o gasto calórico da atividade sexual, em média, é de 3 a 4 calorias por minuto, com um equivalente metabólico (MET) semelhante ao de uma caminhada a 6 km/h. No entanto, isso varia de casal para casal, ressalta a sexóloga Ivete Soares. Muitas coisas devem ser levadas em conta, como altura, massa corporal e idade, que podem ser melhor estudadas por meio de uma consulta particular com um profissional sexólogo.
Ivete explica que a liberação de endorfinas aumenta a sensação de conforto, podendo agir como um relaxante muscular e analgésico natural.
– Essa liberação acontece na atividade física e também no ato sexual”, acrescenta, traçando uma aproximação entre as duas práticas – comenta Ivete.
Segundo as especialitas, pode-se dizer que sim. Ao movimentar diversos músculos do corpo, toda a musculatura corporal é trabalhada. O ato pode ser considerado um exercício aeróbico, que fortalece a musculatura e promove bem-estar físico e mental. No entanto, ele não substitui a prática regular de exercícios físicos, idas à academia, entre outros.
Para Gabriela, sem dúvida quem pratica exercícios com frequência e é saudável tem uma melhor vida sexual do que os sedentários. Segundo a sexóloga, pessoas sedentárias tendem a ter mais dificuldade de sair de sua zona de conforto.
– O que acontece com frequência são pessoas que até sentem desejo sexual, mas à noite estão com preguiça e indispostas para um sexo de qualidade. Preferem, então, continuar na zona de conforto. Isso vira um ciclo que atrapalha a vida dos(as) parceiros(as) e a autoestima da própria pessoa – explica Gabriela.
Ivete complementa lembrando da relação íntima entre a saúde física e mental.
– Somos seres individuais, e a forma como cada um expressa e compartilha a sua sexualidade é muito particular. Se considerarmos a parte física, melhora o condicionamento, flexibilidade, circulação sanguínea. Tudo isso pode melhorar o desempenho físico da relação sexual. Porém, todas essas coisas precisam estar relacionadas a boa saúde mental, e a atividade física também contribui para isso – esclarece a sexóloga.
O EU Atleta conversou com a educadora física Fabi Azevedo, formada pela USP, e atualmente personal trainer na academia Reebok. Ela indicou uma série de exercícios que podem ajudar na melhora da relação sexual. É importante que se pratique cada um de duas a três vezes na semana para ter um desenvolvimento saudável.
Segundo Fabi, o agachamento é ideal para exercitar a musculatura da perna e do glúteo, além de fortalecer para inúmeras posições.
Passo a passo:
Passo a passo:
Passo a passo:
Eficaz para trabalhar a frequência cardíaca e ganhar fôlego no sexo, dedicar um tempo aos exercícios respiratórios, como o alpinista e burpee melhoram não somente a saúde, como também prolongam o tempo de atividade sexual.
Passo a passo:
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Fabi explica que a prancha isométrica e a ponte (elevação pélvica) ajudam no fortalecimento da musculatura pélvica e também do “core”, envolvendo abdômen, glúteos e pernas.
Passo a passo:
No vídeo, Fabi ensina como alongar três regiões do corpo. A educadora explica que o alongamento em si não possui relação direta com a prevenção de dores.
– O ganho de mobilidade aumenta a variação do repertório de posições sexuais, assim como a diminuição da tensão muscular também promove menor números de eventos como cãimbras, dificuldade de locomoção após o ato, entre outras queixas – conclui Fabi.
Alongamento para posterior da coxa
Alongamento para região da virilha
Alongamento para região interna da coxa
Fontes: Ivete Soares é psicóloga especialista em Sexualidade Humana pelo ProSex-USP.
Gabriela Marinho é psicóloga formada na Universidade de Marília e Especialista em Sexualidade pela Faculdade de Medicina da USP.
Fabi Azevedo é educadora física formada pela USP e personal trainer na academia Reebok.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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