Enquanto orienta os jogadores do Mogi das Cruzes na quadra do ginásio Hugo Ramos, o técnico Danilo Padovani é observado atentamente por aquele que é

Redação Publicado em 08/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h39
Enquanto orienta os jogadores do Mogi das Cruzes na quadra do ginásio Hugo Ramos, o técnico Danilo Padovani é observado atentamente por aquele que é considerado o fã número 1 do seu trabalho: o filho Davi, de 11 anos, que tem o pai como referência de vida e no esporte.
O garoto é presença constante nos treinos e jogos do Mogi desde pequeno, mas vem sendo um dos principais incentivadores do pai, que reassumiu pela segunda vez o cargo de técnico principal da equipe adulta nesta temporada.

Nas horas vagas, pai e filho batem bola na quadra do Hugão — Foto: Suelenn Ladessa/Mogi Basquete
– Eu acho muito legal essa relação quando ele pode ir nos meus treinos. Agora que está de férias do basquete ele está podendo acompanhar, senão tem muitas tarefas e não tem muito tempo de assistir aos treinos. É super legal, porque ele é um menino que gosta muito e adora estar em contato com os jogadores, então acaba sendo o “mascotinho” do time – disse Danilo Padovani.
– Eu gosto muito de estar em todos os momentos com o meu pai, principalmente na rotina dele. Ao mesmo tempo que eu aprendo várias coisas sobre basquete tenho mais tempo para ficar com o meu pai, é muito legal isso. Acho que é uma coisa muito importante essa conexão de pai e filho – explicou Davi.
Davi é o filho mais velho do técnico do Mogi, que também é pai da pequena Laura, de 9 anos, ambos frutos do relacionamento de 20 anos com a esposa Karen. Foi justamente o primogênito que herdou do pai a paixão pelos esportes e, atualmente, se dedica aos treinamentos em uma escolinha de basquete da cidade.
– Minha relação com o Davi é muito boa. É um menino que gosta muito de esporte. Desde pequeno ele me seguia nos jogos, ainda no colo, neném, e gosta bastante. É um super amigo meu, como a Laurinha também é. E a Laurinha é mais voltada para a ginástica. Ela sempre gostou de dança, de música, gosta de cantar, mas não curte muito o basquete como o irmão. O irmão é viciado em esporte, principalmente o basquete. Então é uma relação muito boa que eu tenho com os dois – contou Padovani.
Assim como o filho, Padovani também começou cedo no esporte influenciado pelos irmãos mais velhos que jogavam basquete por um colégio particular da cidade. Foi lá que Danilo pegou gosto pela bola laranja e passou defender o mesmo time. Aos 11 anos, o então ala-armador foi aprovado para jogar na base do Corinthians, onde se destacou e ganhou projeção.

Danilo Padovani chegou a ser anunciado como jogador do antigo time de Mogi — Foto: Acervo Pessoal
Depois da passagem pelo Alvinegro, Danilo atuou nas categorias de base do Clube Espéria e do Pinheiros, onde teve seus melhores anos como jogador. Porém, em 1999, depois de acertar sua vinda para ao time da cidade natal, o ex-atleta foi forçado a encerrar precocemente a carreira por conta um acidente automobilístico.
Embora o pai Padovani não faça pressão para que o filho siga uma carreira esportiva no futuro, a intenção do pequeno Davi é manter vivo por muitos anos o legado da família no basquete.
– Eu tenho intenção de seguir os passos do meu pai no futuro, que é seguir no esporte, no basquete. A minha intenção de vida é jogar basquete a vida inteira, até os 38, 40 anos ou até meu corpo aguentar. Às vezes eu penso em ser técnico depois que eu me aposentar, mas ainda não tenho certeza – afirmou o futuro atleta da família Padovani.

Embora ainda jovem, Davi já sabe o que quer para o futuro: jogar basquete — Foto: Suelenn Ladesa/Mogi Basquete
– É um menino que eu não forço nada. Inclusive, a gente tem uma meia quadra de basquete no condomínio, e ele sempre fica me cobrando: “Pô, pai! Você é técnico, vem me ensinar “, e eu tento evitar, sabe? Porque ele é muito novo, e eu sei que tem muito pela frente ainda. Então eu prefiro que ele vá brincar de tudo, de subir em árvore, jogar bola, andar de bicicleta com os amigos, e o basquete a gente deixa, por enquanto, para ser uma diversão e não ser uma coisa maçante. Não sei o futuro se será no basquete, mas no esporte, sim, porque é um menino que gosta muito – comentou o pai.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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