Levantamento mostra que indiferença também cresce entre os brasileiros antes da Copa

Julio Cezar Souza Publicado em 18/05/2026, às 12h35
A relação entre o torcedor brasileiro e a Seleção Brasileira atravessa um período de desgaste às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Uma pesquisa nacional realizada pela AtlasIntel aponta que sentimentos como desconfiança e indiferença superam o otimismo em relação à equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Segundo o levantamento, 39,8% dos entrevistados afirmaram que a palavra que melhor define o atual sentimento em relação à Seleção é “desconfiança”. Outros 31,8% disseram sentir “indiferença”, enquanto apenas 23,1% apontaram “esperança” ao falar sobre a equipe nacional.
Os dados refletem um distanciamento emocional de parte da torcida brasileira, cenário que ganhou força após as recentes eliminações em Copas do Mundo e os episódios de instabilidade administrativa envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol nos últimos anos.
A pesquisa também identificou diferenças significativas entre gerações. Entre integrantes da chamada Geração Z, o sentimento de esperança aparece à frente da desconfiança. Nesse grupo, 42,2% demonstram expectativa positiva em relação à Seleção, enquanto 32,1% afirmam desconfiar da equipe.
Já entre os baby boomers e integrantes da geração silenciosa, o cenário é inverso. A desconfiança chega a 57,2% das respostas, enquanto apenas 15,4% disseram manter esperança no desempenho da equipe brasileira.
O levantamento aponta ainda diferenças regionais. No Nordeste, a esperança em relação à Seleção alcança 28,7%, índice acima da média nacional. No Sudeste, região mais populosa do país, a desconfiança lidera com 43,2%.
Entre os homens entrevistados, 32,4% disseram ainda manter esperança na equipe. Já entre as mulheres, o sentimento predominante foi a indiferença, citada por 36,6% das participantes.
Apesar do desgaste apontado pela pesquisa, a Copa do Mundo continua despertando interesse do público brasileiro. O torneio de 2026 marcará a primeira participação da Seleção sob o comando de Carlo Ancelotti, contratado pela CBF com a missão de recolocar o Brasil entre os principais favoritos ao título mundial.
A pesquisa AtlasIntel ouviu 964 pessoas entre os dias 27 de abril e 8 de maio de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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