Na derrota para o Tigres na semifinal do Mundial de Clubes, o Palmeiras exibiu os defeitos que tinha conseguido esconder ao longo de uma temporada vitoriosa.

Redação Publicado em 08/02/2021, às 00h00 - Atualizado às 12h29
Na derrota para o Tigres na semifinal do Mundial de Clubes, o Palmeiras exibiu os defeitos que tinha conseguido esconder ao longo de uma temporada vitoriosa. Para além das circunstâncias sobre as quais o clube não tem controle – a maratona insana de jogos, o fuso horário, as restrições impostas pela pandemia –, o time poderia ter feito bem mais em Doha.
Faltou coragem ao Palmeiras, faltou ambição. Sim, o Tigres é um rival decente e Gignac é um craque. Mas durante a maior parte do duelo a diferença entre os dois times pareceu ser muito maior do que de fato é. O Palmeiras só tentou jogar depois que levou o gol. Houve momentos em que o Verdão deixou a impressão de estar enfrentando o Bayern de Munique.
A exibição do Palmeiras foi semelhante à da final da Libertadores, com a diferença que o Santos, rival do Maracanã, também abriu mão de jogar na maior parte da partida. Talvez seja motivo de preocupação que certo nível de futebol seja suficiente para ganhar a Libertadores, mas não dê conta de uma semifinal de Mundial. Mas essa é outra conversa.
Nos dois casos ficaram evidentes as consequências do peso exagerado que esses encontros passaram a ter – para torcida, imprensa, o entorno dos clubes, a indústria do futebol toda. Perder uma decisão para um rival ou cair ante um time não-europeu na semifinal do mundial se transformou em sinônimo de vexame, de fiasco. Uma bobagem que envenena o ambiente e faz mal ao futebol, porque estimula seus protagonistas a escolherem o caminho da cautela; não raras vezes, leva ao medo.
A derrota no Mundial não mancha o extraordinário ano do Palmeiras. A final em Doha será a primeira da qual o Palmeiras não vai participar na temporada: campeão paulista, campeão da Libertadores, finalista da Copa do Brasil. Se o calendário do futebol brasileiro tivesse alguma racionalidade, o time poderia disputar o Brasileiro até as rodadas finais.

Weverton foi o melhor do Palmeiras — Foto: Mohamed Farag – FIFA/FIFA via Getty Images
Com Abel Ferreira na beira do campo e Anderson Barros à frente do departamento de futebol, o clube parece ter encontrado um rumo. Não é uma coincidência que a melhor exibição do time no ano – quando constrangeu o River Plate na Argentina – tenha sido com um meio de campo com média de 20 anos de idade. O caminho foi mostrado ali.
O Palmeiras conseguiu um fato raro na história do futebol brasileiro: passou a usar a base por convicção, não apenas porque secou o dinheiro para contratações. Com o dinheiro das premiações e gente com boas ideias tomando decisões no futebol, o futuro do Palmeiras tem tudo para ser interessante.
.
.
.
Fonte: GE – Globo Esporte.
Leia também

Ivan Moré deixa LeoDias TV em meio ao Mundial após divergências nos bastidores

Com ajuda de Marlon Moraes e Buchecha, Cara de Sapato dá a volta por cima na PFL

Conheça o jovem piloto que morreu em acidente no Autódromo de Interlagos

Rol taxativo: saiba como consultar a lista de procedimentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Premonição? Angelina Jolie diz que tempo de vida dela está acabando

Xuxa se cansa e diz a verdade sobre pacto com o diabo

Quem é Samir Xaud, presidente acusado de bancar amante com dinheiro da CBF?

Erika Hilton aciona PF após comentários que incitaram necrofilia contra jovem morta em salto de rope jump

Mais de 30% dos profissionais brasileiros desejam trocar de emprego, aponta pesquisa