Campeão da Libertadores de 2023, zagueiro afirma que clube descumpriu legislação esportiva ao encerrar contrato durante recuperação de lesão e também cobra premiações, FGTS e férias atrasadas.

Ana Beatriz Publicado em 07/05/2026, às 14h37
O zagueiro Manoel processou o Fluminense na Justiça do Trabalho, reivindicando cerca de R$ 11,8 milhões em indenizações, alegando que o clube encerrou seu contrato enquanto ele se recuperava de uma cirurgia no joelho, o que contraria a legislação esportiva brasileira.
Manoel, que se lesionou em outubro de 2025 e passou por cirurgia, afirma que o clube não respeitou a estabilidade prevista para atletas lesionados, além de cobrar valores adicionais referentes a férias, FGTS e danos morais, totalizando mais de R$ 550 mil.
Após o término do contrato, o jogador continuou a frequentar o centro de treinamento para tratamento, esperando uma solução amigável, mas até agora o Fluminense não se manifestou oficialmente sobre a situação.
O zagueiro Manoel acionou o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região contra o Fluminense cobrando aproximadamente R$ 11,8 milhões em indenizações trabalhistas e direitos contratuais. O defensor alega que o clube encerrou seu vínculo mesmo enquanto ele ainda se recuperava de uma cirurgia no joelho esquerdo, o que, segundo a ação, violaria a legislação esportiva brasileira.
De acordo com as informações divulgadas nesta quinta-feira (7), Manoel sustenta que sofreu uma lesão no menisco em outubro de 2025 e precisou passar por cirurgia após o tratamento conservador inicialmente adotado pelo clube não apresentar evolução satisfatória. O tempo estimado de recuperação era de quatro a cinco meses. Mesmo assim, o contrato do atleta foi encerrado no fim da temporada passada, sem renovação automática durante o período de recuperação.
Na ação, a defesa do jogador argumenta que a Lei Geral do Esporte prevê estabilidade ao atleta lesionado, obrigando o clube empregador a manter o vínculo até a recuperação completa do profissional. Além da indenização principal, Manoel também cobra pagamentos de férias, FGTS, premiações e bonificações atrasadas, valores que ultrapassariam R$ 550 mil. O processo ainda inclui pedido de ressarcimento de despesas médicas relacionadas à cirurgia e indenização por danos morais.
Segundo as reportagens, Manoel permaneceu frequentando o CT Carlos Castilho mesmo após o fim do contrato para seguir realizando tratamento e atividades físicas. O zagueiro teria evitado qualquer movimento judicial inicialmente por acreditar que o Fluminense abriria negociações para resolver a situação de forma amigável.
Contratado pelo Tricolor em 2021, Manoel se tornou peça importante do elenco comandado por Fernando Diniz e participou das campanhas históricas que culminaram nos títulos da Copa Libertadores da América e da Recopa Sul-Americana. Ao longo da passagem pelo clube carioca, disputou 118 partidas e marcou 10 gols.
Até o momento, o Fluminense não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

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