A famosa macarronada, popular nas mesas brasileiras, costuma gerar polêmica por ser considerado um prato muito calórico. Por outro lado, o carboidrato faz

Redação Publicado em 16/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h27
A famosa macarronada, popular nas mesas brasileiras, costuma gerar polêmica por ser considerado um prato muito calórico. Por outro lado, o carboidrato faz parte, em porções moderadas, da dieta do mediterrâneo, conhecida como uma das mais saudáveis do mundo. Então, fica a dúvida: será que a macarronada é um “prato cheio” para a obesidade e o sobrepeso? De acordo com a nutricionista Renata Buzzini, se o consumo do macarrão ocorrer dentro de uma dieta de baixo índice glicêmico, que não aumenta consideravelmente a presença do açúcar no sangue, a probabilidade de ganho de peso é baixíssima. Provavelmente, nesse caso, a pessoa tem bons hábitos alimentares e de saúde.
– O macarrão é um carboidrato, por isso é convertido rapidamente em glicose. Se consumido em excesso, aumenta a produção da insulina, que é o hormônio que libera a entrada desse açúcar nas células, com a finalidade de gerar energia. Porém, essa insulina, se liberada em uma quantidade acima do ideal, incita o acúmulo de gordura. Ou seja, comer muito macarrão eleva a quantidade de gordura no corpo. Aqui no Brasil, é comum a massa aparecer na mesa como um prato único, sem o acompanhamento de vegetais, verduras e com pouca ou quase nada de proteína – afirma a nutricionista.
Renata explica ainda que existem basicamente dois perfis de pessoas e associa as categorias à prática de atividade física:
A nutricionista acrescenta que o ideal evitar o consumo excessivodo carboidrato puro e não eliminar o carboidrato de forma brutal da dieta. Além disso, outra contraindicação são as massas instantâneas, ricas em sódio e em óleo. Esses alimentos contém à quantidade de sódio e óleo que poderíamos comer em um dia todo ou até mais.

Há massas feitas com ovos e outras que não contam com esse alimento — Foto: Pixabay
Massas integrais são menos calóricas?
Mito. Na verdade, em termos calóricos, não há diferença entre uma massa integral e uma comum. A vantagem do macarrão integral é a quantidade de nutrientes que ele conserva, que é muito maior que a do macarrão comum.
Seu consumo dá sensação de cansaço?
Mito. O que pode acontecer é uma digestão mais lenta se a massa for do tipo recheada. Nesse caso, o macarrão se torna um alimento pesado e mais demorado para o corpo processar.
Deve ser salgado durante o cozimento?
Verdade. Para temperar o macarrão, deve-se adicionar sal na água de cozimento, pois só assim a massa irá absorver o condimento.
Tem problema comer massa à noite?
Mito. A nutricionista alerta que é preferível deixar o consumo de massas para o almoço, mas não há problema algum em comer macarrão no jantar.
Macarrão engorda?
Não necessariamente. Segundo Renata, se o carboidrato for consumido de forma moderada, principalmente em dietas de baixo índice glicêmico, dificilmente a pessoa vai engordar apenas por consumir a massa. Agora, quando este é consumido de forma exagerada, ocorre um aumento da deposição de gordura no nosso corpo, por isso é importante ter controle.

Emagrecimento é um processo que envolve um déficit energético — Foto: iStock
A perda ou ganho de peso é um processo e não um evento, ou seja, acontece de acordo com a frequência e rotina. Ninguém engorda da noite para o dia, assim como ninguém se livra do excesso de peso como num passe de mágica. A gordura corporal se forma em um processo de acúmulo diário de calorias durante um período de tempo.
– As calorias consumidas que não foram gastas vão se acumular com aquelas que a pessoa irá comer nas próximas semanas, transformando-se em gorduras. Funciona mais ou menos assim: a cada 7.000 calorias ingeridas e não consumidas, o indivíduo terá ganhado cerca de 1 kg. O mesmo acontece com a perda de peso: a cada 7.000 calorias consumidas, a pessoa terá perdido cerca 1 kg. Vale destacar que esses números são generalizados, pois há fatores individuais específicos que influenciam na perda ou no ganho de peso – explica Renata Buzzini.

Existem diferentes tipos de massa, como aquelas sem a presença de ovos — Foto: Pixabay
A seguir, conheça alguns dos principais tipos de macarrão consumidos e saiba suas diferenças:
Macarrão de sêmola
Elaborado sem ovos e com farinha de trigo especial e mais consistente, denominada tipo 1, de cor mais clara que o comum. Esse tipo de massa é recomendado para dietas com baixo nível de colesterol.
Macarrão com ovos
Além de farinha e água, são adicionados ovos à massa.
Massas secas
Produzidas com farinha de trigo e água, passam por um processo de secagem que permite um longo período de estocagem antes do consumo.
Massas instantâneas
Pré-cozidas durante o processo de fabricação, podem ser preparadas em poucos minutos. No entanto, por serem fritas antes de serem embaladas, as massas instantâneas são ricas em gordura e conservantes em sua composição, não sendo aliadas da saúde.
Massas frescas
Feitas com farinha de trigo, passam por um processo parcial de secagem. São comercializadas sob refrigeração.
Macarrão grano duro
É feito com um trigo especial denominado trigo durum. Após o cozimento, resulta em uma massa mais solta e “al dente”.
Macarrão integral
Elaborado com farinha de trigo integral, contém mais fibras em sua composição. Contudo, diferentemente do que o senso comum acredita, o macarrão integral não confere menor valor energético.
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A macarronada é um prato típico na casa dos brasileiros — Foto: Istock
De acordo com Renata Buzzini, o ideal é dividir o prato de macarrão em três partes iguais: uma com a massa, uma com a proteína e uma com uma verdura. A seguir, confira algumas opções de massa para preparar em casa:
Fonte: Renata Buzzini é nutricionista especializada em Saúde da Mulher pela Faculdade de Saúde Pública (USP) e Especializada em Adolescência pelo Departamento de Especialidades Pediátricas da Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). Atua em nutrição clínica, cardapioterapia, consultoria nutricional e na participação e elaboração de trabalhos científicos.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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