Aos 19 anos, Matheus Donelli deve ter na noite desta segunda-feira a sua quinta chance como goleiro profissional do Corinthians, diante da Chapecoense, às

Redação Publicado em 01/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h15
Aos 19 anos, Matheus Donelli deve ter na noite desta segunda-feira a sua quinta chance como goleiro profissional do Corinthians, diante da Chapecoense, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena. Isso porque o titular Cássio está suspenso.
Formado no futsal do clube, o garoto tem “DNA corintiano” e carrega há alguns anos uma história que diverte seus familiares e amigos. Aconteceu em 2012, durante a conquista da Libertadores.

Matheus Donelli, goleiro do Corinthians, nos tempos de futsal — Foto: Arquivo pessoal
Na semifinal, o Corinthians encarou o Santos. Na Vila Belmiro, vitória por 1 a 0, com gol de Sheik. No Pacaembu, empate por 1 a 1, com gol corintiano marcado por Danilo. Donelli, com só dez anos, estava na arquibancada junto com o pai.
Mas apesar da empolgação pelo bom momento do Timão, a família Donelli havia sofrido um duro baque. Sylvino Donelli, avô do garoto, havia falecido dias antes da segunda partida. Conhecido com Pit Bull entre torcedores organizados, ele receberia uma faixa em sua homenagem naquela partida.

Faixa no Pacaembu em homenagem ao Pit Bull , como era conhecido o avô de Donelli — Foto: Arquivo pessoal
Por uma falta de ofício, porém, a Polícia Militar barrou a entrada da faixa, levada pelos Gaviões da Fiel. A solução? Enrolar a faixa no corpo de Matheus Donelli.
– Estava bem frio. Enrolamos a faixa no corpo dele na praça Charles Miller, colocamos toda a roupa por cima e ele conseguiu entrar sem ser revistado. Lá dentro, fomos ao banheiro e desenrolamos a faixa. Foi uma homenagem ao avô dele, foi inesquecível – lembra o pai, Eduardo Donelli.

Ao fundo, à esquerda: faixa para o Pit Bull, como era conhecido o avô de Donelli — Foto: Reprodução
A faixa foi colocada na Arquibancada Amarela do Pacaembu: “Pit Bull, eternamente em nossos corações”. Corintiano fanático, Sylvino só conseguiu acompanhar uma partida oficial do neto no Timão, ainda no futsal, dias antes de sua partida.
– Teve um jogo do sub-11 dias em Atibaia, era um domingo e ele foi doente, estava com pneumonia. Matheus começou no banco, mas no intervalo, entrou e fez a estreia. Ele viu só meio tempo do Matheus em quadra. Na quinta-feira, veio a falecer – conta Eduardo.
Nove anos depois, a faixa voltará para as arquibancadas, desta vez para a Neo Química Arena. No primeiro jogo do filho com torcida no estádio, Eduardo conseguiu um ofício de liberação e combinou com membros dos Gaviões para fazer a homenagem ao avô de Matheus, que estaria orgulhoso.
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