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Confusão no clássico

Briga generalizada em final do Mineiro termina com 23 expulsões em clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG

Confusão começou nos acréscimos após choque entre jogadores; árbitro relatou agressões e socos na súmula da partida

A súmula do árbitro detalhou as ações que levaram às expulsões, destacando a brutalidade dos confrontos entre os atletas - Imagem: Reprodução/Gilson Lobo/AGIF
A súmula do árbitro detalhou as ações que levaram às expulsões, destacando a brutalidade dos confrontos entre os atletas - Imagem: Reprodução/Gilson Lobo/AGIF

Letícia Sales Publicado em 09/03/2026, às 12h56


A final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético Mineiro terminou marcada por uma confusão generalizada e um número recorde de expulsões. A súmula divulgada na madrugada desta segunda-feira (9) confirmou 23 cartões vermelhos aplicados após o tumulto no Estádio Mineirão.

O árbitro Matheus Candançan relatou que a confusão começou após um choque entre o meia Christian, do Cruzeiro, e o goleiro Everson, do Atlético-MG, nos instantes finais da partida.

Na súmula, o árbitro descreveu a atitude do goleiro atleticano após o lance:

Por após receber uma falta, derrubar seu adversário, partir para cima e com brutalidade, atingir com o joelho, o rosto do seu adversário de Nº 88. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho".

O documento também cita a participação de Christian no início da confusão. Segundo o árbitro:

Por atingir com a canela a cabeça de seu adversário de Nº 22, com uso de força excessiva e intensidade alta, quando a bola já estava em posse do goleiro. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho".

Após o primeiro confronto, jogadores das duas equipes se envolveram em empurrões, socos e chutes dentro de campo. A partida chegou a ficar paralisada por mais de dez minutos, quando faltavam cerca de 30 segundos para o fim dos acréscimos.

Entre os episódios relatados durante a confusão, o volante Lucas Romero deu uma voadora em Everson, enquanto o meia Matheus Henrique também acertou o goleiro. Christian ainda trocou agressões com o zagueiro Lyanco, e o defensor Junior Alonso reagiu com um chute.

O atacante Hulk também esteve entre os envolvidos. Durante a briga, ele trocou socos e chutes com adversários após receber voadoras do zagueiro Villalba. Outros atletas, como Renan Lodi, João Marcelo, Walace e Kaio Jorge, também participaram do tumulto.

De acordo com o relatório da arbitragem, nas demais expulsões o motivo foi semelhante:

Expulso por, durante a briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto".

Jogadores expulsos

Ao todo, 12 jogadores do Cruzeiro e 11 do Atlético-MG receberam cartão vermelho após a análise das imagens da partida.

Cruzeiro:

Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge.

Atlético-MG:

Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.

Seguranças das equipes e policiais militares precisaram entrar em campo para separar os jogadores. O árbitro também solicitou apoio da Polícia Militar durante o tumulto.

Após a situação ser controlada, a partida foi encerrada.

Pronunciamento do Atlético-MG

Nas redes sociais, o Atlético-MG se pronunciou sobre o episódio e afirmou que não apoia qualquer tipo de violência no futebol. Em nota, o clube declarou:

O Clube Atlético Mineiro e seus atletas não corroboram com qualquer forma de violência no futebol. Ao final da partida disputada neste domingo, no Estádio Mineirão, válida pela final do Campeonato Mineiro, registraram-se cenas lamentáveis de mútuas agressões envolvendo atletas em campo. O Clube reafirma seu compromisso com o respeito, com o fair play e com os valores que devem nortear o esporte. Internamente, daremos as tratativas necessárias para que situações como essa não se repitam."

Até o momento da publicação desta matéria, o Cruzeiro ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o ocorrido.


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