Pela segunda edição consecutiva, o Brasil brigou pela medalha de bronze no goalball feminino nas Paralimpíadas. Assim como no Rio, as brasileiras entraram em

Redação Publicado em 03/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h52
Pela segunda edição consecutiva, o Brasil brigou pela medalha de bronze no goalball feminino nas Paralimpíadas. Assim como no Rio, as brasileiras entraram em quadra na madrugada desta sexta-feira, já início de tarde em Tóquio, com o peso da história nas mãos. As adversárias, dessa vez, eram nada menos que as donas da casa. Superado nas semifinais, o Japão se recuperou da derrota para a Turquia e garantiu o terceiro lugar desta edição ao vencer por 6 a 1, reencontrando o caminho do pódio quase dez anos depois.
Se por um lado o Brasil entrou com o peso de fazer história em quadra, o Japão carregava a missão de reencontrar o caminho do pódio. Campeãs nas Paralimpíadas de Londres, em 2012, as donas da casa lidaram melhor com a pressão, e abriram o placar logo nos primeiros quatro minutos, com dois gols de Eiko Kakehata. Em seguida, ampliou com Norika Hagiwara, vice-artilheira da competição, com dez gols. O roteiro do primeiro confronto entre as equipes, na primeira fase, se repetia.

Jéssica Gomes em atuação no goalball feminino — Foto: REUTERS/Ivan Alvarado
Na metade do primeiro tempo, o Brasil reencontrou a segurança defensiva e reagiu. Victoria mandou a bola na trave, mas foi o Japão que balançou as redes pela quarta vez, com Hagiwara, em cobrança de penalidade cometida pela própria Victória. No último minuto, Kakehata anotou seu terceiro gol na partida. Ainda sobrou tempo para o Japão desperdiçar um pênalti, defendido por Ana Carolina.
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Ana Gabriely faz defesa para o Brasil no goalball feminino — Foto: REUTERS/Ivan Alvarado
Na segunda etapa, Ana Carolina seguiu como uma das destaques do Brasil na defesa, enquanto Victoria Amorim ameaçava as japonesas. Em cobrança de penalidade, aos seis minutos, Victoria voltou a insistir nas bolas paralelas, mas acabou desperdiçando a cobrança. Hagiwara tratou de mostrar que a sina “quem não faz, leva” também funciona no goalball, e anotou o sexto gol japonês.
A partida ainda contou com uma homenagem para Rie Urata, de 44 anos, maior nome da seleção do país, que participou da vitória nos minutos finais. Ela também esteve presente na conquista japonesa, há quase uma década. De tanto insistir, Victoria Amorim, enfim, diminuiu o placar, a menos de dois minutos para o fim, dando números finais à disputa.

Japão em atuação no goalball feminino em Tóquio — Foto: REUTERS/Bernadett Szabo
O Goalball é o único esporte exclusivo para atletas com deficiência. Apesar de marcar presença entre as quatro finalistas há duas edições, o Brasil jamais chegou ao pódio entre as mulheres. As maiores conquistas da seleção feminina foram o bronze no mundial da Suécia, em 2018, além dos títulos parapan-americanos de Toronto, em 2015, e de Lima, em 2019.
Foi o segundo jogo entre as equipes depois do empate na primeira fase. Desde então, as trajetórias dos países foram semelhantes em Tóquio. Ambas integrantes do grupo D, o Japão somou uma vitória a mais que o Brasil, que anotou 28 gols, um a mais. Nas quartas, as donas da casa derrubaram Israel, vice-líder do grupo C, enquanto as brasileiras desbancaram nada menos que a China, uma das favoritas ao ouro, prata em duas das últimas três edições. Nas semifinais, no entanto, as anfitriãs foram superadas pela Turquia, atual campeã, por 8 a 5, enquanto a seleção verde-amarela perdeu para os Estados Unidos por 5 a 4 nos pênaltis. Turcas e norte-americanas medem forças pelo ouro a partir das 5h45 (de Brasília).
Com o quarto lugar garantido entre as mulheres, o Brasil ainda briga por medalha nesta sexta-feira, a partir das 7h30 (de Brasília), no masculino. Depois de despachar a Lituânia, campeã na Rio 2016, os brasileiros, atuais bicampeões mundiais, vão em busca do ouro inédito contra a China. A partida contará com transmissão ao vivo no SporTV 2.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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