O discurso palmeirense para enaltecer o bom desempenho defensivo da equipe nos últimos jogos tem sido o de dividir o mérito com o restante da equipe. E

Redação Publicado em 27/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h36
O discurso palmeirense para enaltecer o bom desempenho defensivo da equipe nos últimos jogos tem sido o de dividir o mérito com o restante da equipe. E o empate em 0 a 0 com o Internacional, no domingo, além de fazer o Palmeiras chegar ao seu nono jogo consecutivo sem sofrer gol, serviu também para mostrar como tem funcionado o time alviverde com Luiz Felipe Scolari.
Em Porto Alegre, o Palmeiras provou sua ascensão no torneio contra o vice-líder do Brasileirão. Mesmo com apenas dois titulares em campo (Weverton e Moisés), o Verdão conseguiu manter o padrão tático dos jogos anteriores: zaga protegida, marcação eficiente e colaboração importante dos atacantes pelos lados da defesa.
Com Thiago Santos na proteção dos zagueiros, o Verdão pouco foi pressionado pelo Internacional. O volante foi responsável por 12 roubadas de bola durante a partida e manteve em alta o sistema de marcação palmeirense. Na quinta-feira, na decisão das oitavas de final da Libertadores, a função caberá a Felipe Melo, que também teve evolução nos desarmes com a nova ideia de jogo da comissão técnica.

Posicionamento da defesa do Palmeiras contra o Inter (Foto: Reprodução)
Mas apenas os volantes são os responsáveis por fortalecerem o sistema defensivo? Não! Por mais que as declarações de divisão dos méritos pareça uma maneira de os atletas manterem o grupo unido e em alta no bom moemnto, isso realmente tem acontecido na prática.
Quando é atacado, o Palmeiras tem procurado se posicionar em uma linha de quatro na defesa. Contra o Inter, Thiago Santos ficou na sobra, enquanto Moisés e Lucas Lima (mais centralizados) receberam o apoio de Jean pela direita e de Hyoran pela esquerda. Foi comum ver os pontas alviverdes acompanhando os atacantes adversários até a linha de fundo.
Com o elenco rodado, Felipão ganha opções para manter o time atuando em bom nível e também em evolução, ainda mais importante em uma época com jogos decisivos por Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão. Se, por exemplo, avançar para as quartas de final da competição sul-americana, o Verdão não terá semana livre para treinar durante todo o mês de setembro.
É aí que a característica de jogo e um padrão tático podem fazer a diferença com as possíveis ausências na equipe titular. Depois de nove jogos sem ser vazado – sete com Scolari no banco –, parece que a defesa já entendeu bem como o novo técnico quer ver o Palmeiras jogando.
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