A prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima foi decretada na última segunda-feira (23)

Manoela Cardozo Publicado em 24/09/2024, às 12h35
A prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima, decretada na última segunda-feira (23), surpreendeu muitas pessoas e levantou novas questões sobre as investigações em que o artista está envolvido.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), por meio da juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, emitiu o mandado de prisão após considerar a relação de Gusttavo Lima com investigados foragidos pela Operação Integration, que já prendeu outras figuras, como a influenciadora Deolane Bezerra e sua mãe.
De acordo com o Portal G1, a investigação que levou ao pedido de prisão do sertanejo está ligada à venda suspeita de um avião para a empresa J.M.J Participações, que está sendo investigada pela Justiça.
O Ministério Público de Pernambuco, que conduz a investigação, também está analisando as conexões de Gusttavo Lima com o empresário Darwin Filho, dono da Esportes da Sorte, outro alvo da Operação Integration.
No último final de semana, o Ministério Público havia solicitado que as prisões preventivas de alguns investigados fossem convertidas em medidas cautelares, o que poderia ter resultado na soltura de Deolane Bezerra. No entanto, a Justiça manteve as prisões e, no caso de Gusttavo Lima, além do mandado de prisão, determinou a apreensão de seu passaporte e a suspensão de sua posse de arma de fogo.
A juíza Andrea Calado da Cruz justificou sua decisão ao afirmar que as prisões não devem ser encaradas como punições, mas sim como uma forma de proteger a sociedade e garantir a aplicação da Justiça. Ela ressaltou que não encontrou outra medida cautelar capaz de preservar a ordem pública.
O cantor entrou nas investigações após a Polícia Civil de São Paulo apreender uma aeronave que pertencia à empresa Balada Eventos e Produções, de Gusttavo Lima.
O advogado da empresa garantiu que o avião havia sido vendido, mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que, apesar da negociação, a Balada ainda era oficialmente a proprietária do bem. A venda para Darwin Filho, envolvido no escândalo da Esportes da Sorte, aumentou as suspeitas sobre o envolvimento do sertanejo em transações financeiras irregulares.
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