Artista jamaicano sofreu uma convulsão seguida de pneumonia; esposa agradeceu o carinho dos fãs e pediu privacidade

Gabriela Nogueira Publicado em 24/11/2025, às 18h22
O mundo da música amanheceu mais silencioso nesta segunda-feira (24), após a confirmação da morte de Jimmy Cliff, um dos nomes mais influentes da história do reggae. O artista jamaicano tinha 81 anos e faleceu em decorrência de uma convulsão seguida de pneumonia. A notícia foi compartilhada por sua esposa, Latifa Chambers, que usou as redes sociais para prestar homenagem ao marido.
Em sua mensagem, Latifa descreveu a perda como profundamente dolorosa e agradeceu aos familiares, amigos e profissionais que acompanharam Cliff nos últimos dias. Ela também dedicou palavras carinhosas aos fãs do cantor ao redor do mundo, lembrando que o carinho do público foi uma fonte constante de energia para ele ao longo de sua trajetória. Latifa reforçou ainda o pedido de respeito à privacidade da família enquanto todos enfrentam o luto.
Jimmy Cliff ocupava um lugar singular no cenário musical internacional. Considerado um dos pilares do reggae, ajudou a levar o gênero além das fronteiras da Jamaica. Sua estreia oficial ocorreu em 1967 com o álbum “Hard Road to Travel”, e desde então o artista se consolidou como referência incontornável, colecionando sucessos, turnês globais e dois prêmios Grammy, conquistados pelos álbuns “Cliff Hanger”, em 1985, e “Rebirth”, em 2012.
O cantor também cultivou uma relação especial com o Brasil. Em 1968, participou do Festival Internacional da Canção no Rio de Janeiro, onde conquistou o público brasileiro com sua presença carismática e energia contagiante. O país passou a fazer parte de sua história, e ele voltou em diversas oportunidades para shows e projetos.
A força de sua obra sempre esteve ligada ao conteúdo de suas letras, muitas delas marcadas por críticas sociais, mensagens de resistência e reflexões sobre liberdade. Entre seus grandes clássicos estão “Many Rivers to Cross”, “Reggae Night”, “Vietnam”, “We All Are One”, “Rebel in Me” e a celebrada releitura de “I Can See Clearly Now”, que atravessou gerações.
Seu último trabalho de estúdio, “Refugees”, lançado em 2022, coroou uma carreira que influenciou artistas de diferentes países e estilos. Com sua partida, o reggae perde uma de suas vozes mais emblemáticas, e o público se despede de um artista que ajudou a moldar a identidade sonora de um gênero que conquistou o planeta.
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