Diário de São Paulo
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Lexa conta que abandonou caneta emagrecedora após efeito colateral: "Nunca mais"

Cantora detalha reação adversa ao Mounjaro; Anvisa reforça alerta sobre riscos do medicamento

Imagem: Reprodução | Redes Sociais
Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Lívia Gennari Publicado em 12/02/2026, às 12h42


A cantora Lexa chamou atenção nas redes sociais ao relatar sua experiência com o Mounjaro, uma das canetas emagrecedoras que têm ganhado grande procura no país. Em um comentário no Instagram, ela afirmou ter sofrido queda significativa de cabelo depois de experimentar o medicamento apenas uma vez.

De acordo com a artista, a perda de fios ocorreu na parte frontal do couro cabeludo e exigiu tratamento especializado para estimular o crescimento dos cabelos na região. O episódio foi suficiente para fazê-la abandonar o uso. “Nunca mais”, declarou.

Imagem: Reprodução / Instagram

O relato da cantora se somou a diversos comentários de internautas que mencionaram outros efeitos indesejados, como náuseas, diarreia e alterações na eficácia de anticoncepcionais. Ao mesmo tempo, alguns usuários relataram melhora da autoestima após a perda de peso, refletindo a grande variação de respostas ao medicamento.

Riscos em análise

Enquanto o tema repercute nas redes, órgãos de saúde reforçam a necessidade de cautela. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a chamar atenção para possíveis riscos ligados às canetas emagrecedoras. Desde 2018, a agência recebeu notificações de pancreatite e analisa seis mortes que podem ter relação com medicamentos dessa categoria. No documento oficial do Mounjaro, a pancreatite aguda aparece como evento raro, mas previsto.

Outro ponto que preocupa autoridades é o avanço do comércio clandestino, estimado em cerca de R$ 600 milhões anuais. O mercado paralelo facilita o acesso sem orientação médica adequada e aumenta as chances de uso indevido ou de compra de produtos falsificados.

Diante da procura crescente e dos relatos de efeitos adversos, a Anvisa adotou no ano passado uma nova regra: agora, a receita médica precisa ser apresentada na farmácia para liberação do produto. A intenção é assegurar que o paciente seja acompanhado por um profissional e que condições de risco sejam identificadas antes do início do tratamento.

Com o depoimento de Lexa e o alerta oficial renovado, o debate sobre a segurança das canetas emagrecedoras volta a ganhar destaque, e expõe a importância de orientação especializada antes de qualquer uso.


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