Nihal Candan sofria de anorexia e teve a morte confirmada por sua irmã, Bahar

Manoela Cardozo Publicado em 26/06/2025, às 17h02
A morte da influencer turca Nihal Candan, anunciada nesta quinta-feira (26) de junho, comoveu as redes sociais e reacendeu o debate sobre os impactos das pressões estéticas. A jovem de 30 anos, que enfrentava um grave quadro de anorexia nervosa, faleceu pesando apenas 22 quilos após perder cerca de 40 quilos nos últimos dois anos em decorrência da doença. A informação foi confirmada por sua irmã, Bahar Candan, em publicação nas redes sociais.
Conhecida por sua participação no programa de televisão Bu Tarz Benim e pela forte presença nas redes sociais, Nihal acumulava mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Ela conquistou o público com postagens sobre treinos, rotinas de exercícios e práticas como yoga ao ar livre, porém, desde setembro do ano passado, havia se afastado da internet, levantando preocupações entre os fãs.
Em seu último registro na rede, Nihal aparece se alongando antes de uma sessão de treino na academia. A influencer, que por anos conviveu com o distúrbio alimentar, se tornou símbolo de alerta sobre os danos causados por padrões inatingíveis de beleza.
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Nas redes sociais, Bahar chegou a denunciar o sofrimento da irmã e acusou a sociedade de contribuir com o agravamento do quadro clínico de Nihal: “Minha irmã foi levada ao hospital, ela tem anorexia – façam alguma coisa, minha irmã está morrendo. Espero que vocês possam sentir remorso por caluniar uma jovem dessa forma e arruinar a vida dela”.
A morte de Nihal Candan mobilizou também entidades civis. A Federação das Associações de Mulheres da Turquia divulgou uma nota lamentando o falecimento e condenando as exigências sociais que atingem, sobretudo, mulheres. “A morte de Nihal Candan devido à anorexia nervosa revela mais uma vez que as pressões e imposições impostas pela sociedade podem atingir níveis letais”, afirma o comunicado.
A organização chamou atenção para o papel da mídia e da cultura televisiva no reforço de padrões estéticos excludentes: “Normas estéticas, a fantasia de um corpo perfeito constantemente reproduzida pela mídia e a sensação de ‘ter que ser bonita’ mercantilizam as mulheres por meio de programas de TV e competições, ao mesmo tempo em que as levam a correr riscos de vida. Esta questão, na verdade, também é reflexo de um problema de desigualdade. Precisamos discutir e discutir amplamente sobre isso”.
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