Mark Chapman fez as alegações durante uma audiência para tentar liberdade condicional

Vitória Tedeschi Publicado em 09/11/2022, às 16h41
O assassino de John Lennon, Mark Chapman, que matou o Beatle em 1980, explicou qual foi a sua motivação.
Ele fez as alegações em agosto, durante uma audiência para tentar liberdade condicional - o pedido foi negado pela 12ª vez devido ao seu “desrespeito egoísta pela vida humana”.
As falas de Mark, agora com 67 anos, foram divulgadas pelo Washington Post na última segunda-feira (7) e revelaram que o criminoso sabia que seu comportamento era errado. Porém, ele buscava fama, disse ele, e teria "o Diabo em seu coração" quando matou o músico.
Eu queria ser alguém e nada iria impedir isso", disse.
"Não vou culpar ninguém pelo que fiz. Eu sabia o que estava fazendo e sabia que era maldoso, sabia que era errado, mas queria tanto a fama, que estava disposto a tirar uma vida humana", afirmou ele também.
Condenado à prisão perpétua, ele matou Lennon em 8 de dezembro com quatro tiros nas costas, quando ele tinha apenas 40 anos, após o músico retornar com a parceira, Yoko Ono, ao seu apartamento no Upper West Side, em Nova York.
Chapman, inclusive, conseguiu um autógrafo do artista horas antes do assassinato, em uma cópia do álbum recém-lançado, "Double Fantasy".
Na transcrição divulgada ele também afirma que se arrepende do que fez e chega afirmar que entende todo ódio que recebe:
"Eu machuquei muitas pessoas no mundo todo e, se alguém quiser me odiar, tudo bem, eu entendo", é possível ler em certo trecho.
Há 20 anos, Mark vem cumprindo a sentença no Green Haven Correctional Facility, também em Nova York.
Em todas as suas tentativas de pedir a liberdade condicional, ele expressou remorso repetidamente, e apesar de nunca ter conseguido nada com isso, tentará novamente em fevereiro de 2023.
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