Com uma carreira brilhante, Ruy foi um dos pilares do programa Sala de Redação e cobriu 13 Copas do Mundo

William Oliveira Publicado em 28/06/2025, às 10h00
O Brasil perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas no jornalismo com o falecimento de Ruy Carlos Ostermann, aos 90 anos, na última sexta-feira (27), em Porto Alegre. A notícia foi compartilhada nas redes sociais por amigos e familiares, que expressaram profunda dor pela partida do eterno “Professor”.
Segundo a filha, Cristiane Ostermann, Ruy estava internado desde maio. Ela relatou que o quadro clínico se agravou após o diagnóstico de dengue, que teria sido o fator inicial responsável por desencadear uma série de complicações, como infecção urinária e edema pulmonar.
“A doença [dengue] desencadeou complicações, infecção urinária, edema pulmonar, tudo meio associado, mas a dengue foi que derrubou ele”, lamentou Cristiane.
Em homenagem nas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou que Ruy não foi apenas um comentarista excepcional, mas um verdadeiro mestre da comunicação, que soube interpretar com sensibilidade tanto o universo esportivo quanto os dramas e alegrias da vida social.
Clubes de futebol como Grêmio e Internacional também se pronunciaram, lamentando a perda de uma figura que deu voz e alma à crônica esportiva do estado.
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Quem foi Ruy Carlos?
Nascido em São Leopoldo, em 1934, Ostermann construiu um legado inestimável na imprensa brasileira. Sua trajetória brilhou em diversas emissoras e publicações, como a Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba, Folha da Manhã e Folha da Tarde. Foi, sobretudo, um dos pilares do lendário programa Sala de Redação, onde atuou por mais de três décadas, marcando gerações com sua visão lúcida e apaixonada.
Com formação em Filosofia, Ruy também atuou como professor universitário e ingressou na vida pública, sendo eleito deputado estadual por duas legislaturas. Exerceu cargos como secretário estadual de Educação e de Ciência e Tecnologia, e foi o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em 2002.
Carinhosamente chamado de “Professor”, cobriu 13 Copas do Mundo e eternizou sua visão única em livros como Felipão, a Alma do Penta e Meu Coração é Vermelho, dedicado à história do Internacional. Sua biografia mais recente, lançada em 2024, foi escrita pelo jornalista Carlos Guimarães.
Na memória do povo gaúcho, Ruy Carlos Ostermann permanece como uma voz que jamais se calará — um farol de inteligência, elegância e amor pelo esporte.
A cerimônia de despedida está marcada para este sábado (28), a partir das 10h, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
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