A menina de 2 anos foi diagnosticada com retinoblastoma há um ano

Mateus Omena Publicado em 16/09/2022, às 18h31
A esposa de Tiago Leifert, Daiana Garbin, desabafou sobre não ter previsão para o fim do tratamento da filha, Lua, de apenas 2 anos. A menina foi diagnosticada com câncer nos olhos há um ano.
Desde o início do tratamento, a jornalista Daiana e o marido vem promovendo uma campanha de conscientização sobre o retinoblastoma.
O objetivo deles é ajudar outras famílias a detectarem os sinais da doença nos olhos das crianças com antecedência para contribuir com a eficácia do tratamento.
Os pais de Lua sofrem pelo tumor ter sido descoberto em um estágio já avançado, mas em uma situação que poderia ser revertida com a ajuda médica.
Em entrevista à Quem, Daiana detalhou como tem sido a luta contra a retinoblastoma.
"Minha filha Lua está completando um ano de tratamento contra o câncer, e ainda não temos previsão de quando vai acabar. Eu e Tiago decidimos iniciar uma campanha de conscientização para que famílias detectem problemas oculares antes do que nós conseguimos, já que a Lua foi diagnosticada tarde (felizmente não tarde demais, mas tarde)", declarou.
A campanha, chamada de "De Olho nos Olhinhos", visa incentivar os pais a fazerem exames de rotina em seus filhos, desde bebês, ao oftalmologista e que essa prática se transforme em um costume.
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"Nosso principal adversário é o retinoblastoma, que é tão raro quanto perigoso e precisa ser diagnosticado rapidamente. Só que existem outras várias doenças oculares que prejudicam o desenvolvimento das crianças e acabam sendo detectadas muito tarde por dois motivos: facilidade de adaptação dos nossos bebês (e isso dificulta o aparecimento de sintomas) e também porque não temos o hábito de levá-los ao oftalmologista!", explicou.
E acrescentou: "Por tudo isso é que temos de ficar de olho nos olhinhos! Todas as crianças têm que ir ao oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Dos primeiros meses de vida em diante", seguiu ela, que criou um filtro para o Instagram para lembrar os seguidores da campanha".
Na última quinta-feira (15), Leifert anunciou que se tornou ativista em prol da saúde e quw vai se dedicar à luta para mudar a lei e evitar a "sentença de morte" por câncer.
"Em breve quero também conversar com as pessoas necessárias sobre mudanças em algumas leis, tentar a criação de outras. No SUS, por exemplo, tem a lei dos 30 e 60 dias para o câncer. Você precisa começar a ser tratado até os 60 dias e ter um diagnóstico em 30 dias. O fato dessa lei existir já dói, porque em muitos casos, além dela não ser cumprida, em um tratamento de câncer, 60 dias pode ser uma sentença de morte", contou o apresentador ao jornal O Globo.
A expectativa de Leifert é criar iniciativas para agilizar os processos, de modo que os paciente tenham um diagnóstico precoce e maiores chances de vencer as doenças.
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