A capital paulista tem 595 crianças aguardando uma vaga em creche específica, de acordo com o último relatório divulgado pela prefeitura. Os dados se referem

Redação Publicado em 16/02/2022, às 00h00 - Atualizado às 07h41
A capital paulista tem 595 crianças aguardando uma vaga em creche específica, de acordo com o último relatório divulgado pela prefeitura. Os dados se referem aos pedidos de vaga de outubro a dezembro de 2021. Porém, pais ouvidosque procuraram vaga neste mês sem ter solicitado uma determinada unidade também estão na lista de espera.
Apesar de a prefeitura afirmar que zerou a fila por creche pelo segundo ano consecutivo, por meio de parcerias com 60 novas Organizações da Sociedade Civil (OSCs), implantação de novas unidades e ampliação de unidades já existentes, o g1 localizou crianças na fila por uma vaga tendo ou não demanda por uma unidade específica.
Geralmente a demanda por uma vaga específica acontece quando os pais preferem aguardar por uma creche mais próxima da residência, já que a distância pode ser um impeditivo na logística do dia a dia. Nesses casos, a prefeitura oferece Transporte Escolar Gratuito (TEG) para alunos que morem a pelo menos 1,5 quilômetro da creche ou a 2 quilômetros de distância da escola.
Porém, conforme o g1 já mostrou, muitos alunos ainda não tiveram acesso a este benefício, apesar de atender aos requisitos.
Nesta terça-feira (15), a Secretaria Municipal da Educação ofereceu vagas em creche e transporte gratuito para os casos citados nesta reportagem.
Um exemplo de criança que aguardava na fila por uma vaga em creche não específica na manhã da terça-feira (15) era o de Sofia, de 9 meses, filha da auxiliar de escritório Paula Bezerra da Silva Souza, de 26 anos. Paula fez o pedido da vaga no início do mês e recebeu a informação de que não havia vaga em nenhuma unidade, mesmo que fosse longe do endereço de referência dela, no Jardim Myrna, Zona Sul da capital.
“Não somos nós, mães, que escolhemos a creche para nossos filhos. Eles informam que a vaga pode sair em uma creche de 1,5 km a 2 km do endereço de casa. Quando sai a vaga, se a mãe tem dificuldade com o local, tem de pedir transferência para uma creche mais próxima, mas aí entra na fila de espera novamente. Aí é mais demorado ainda. Mas só consigo fazer esse processo de transferência depois de sair a vaga e nem isso consegui ainda”, afirma.
Paula está por dentro do sistema de busca de vagas porque o filho mais velho, Iago, estava matriculado em uma creche até o ano passado. Neste ano, Iago foi para uma Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) na Zona Sul. A mãe afirma que tem pago R$ 120 mensais pelo transporte particular do menino para a escola, que fica a 1,5 km do endereço de referência da família.
Iago não tem direito ao transporte gratuito porque a distância entre a casa dele e a escola precisaria ser superior a 2 quilômetros. Mas mesmo alunos que se encaixam nos critérios não têm conseguido acesso ao benefício e precisam pagar pelo transporte escolar.
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