Programa oferecerá uma bolsa mensal no valor de R$ 1.050 para discentes matriculados em cursos superiores voltados à formação de professores

William Oliveira Publicado em 11/01/2025, às 12h32
O Ministério da Educação (MEC) anunciou a implementação do programa "Pé-de-Meia Licenciatura", que oferecerá uma mensalidade de R$ 1.050 para estudantes matriculados em cursos universitários voltados para a formação de professores. O lançamento oficial ocorrerá na próxima segunda-feira (13), como parte da iniciativa "Mais Professores", que visa promover a valorização do magistério no Brasil.
O valor estipulado para esse incentivo foi inicialmente revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e posteriormente confirmado pela CNN. Assim como o programa "Pé-de-Meia" voltado para estudantes do ensino médio, uma parte do valor será destinada a uma poupança, garantindo um futuro financeiro mais estável para os beneficiários.
Na coletiva de imprensa marcada para segunda-feira, às 10h, o MEC, em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apresentará todos os detalhes sobre o funcionamento do "Pé-de-Meia Licenciatura", incluindo as condições para que os estudantes possam acessar o benefício. O evento também coincidirá com a divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024.
No dia seguinte, 14 de novembro, está prevista uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Camilo Santana, farão a divulgação oficial do programa. Este incentivo à formação docente é considerado uma das marcas distintivas da atual administração federal.
Atualmente, o programa "Pé-de-Meia", voltado para estudantes do ensino médio, oferece uma ajuda mensal de R$ 200 e atende aproximadamente quatro milhões de alunos. No entanto, no final do ano passado, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o bloqueio dos recursos alocados para o programa, alegando que sua execução estava fora dos parâmetros orçamentários estabelecidos pelo governo.
Em outubro, durante um evento na Bahia, o presidente Lula defendeu a importância do programa, destacando que se trata de um investimento e não apenas de um gasto público. Ele afirmou:
"Primeiro, eu não acho que é gasto, eu acho que é investimento. Segundo, ficaria muito mais caro gastar fazendo cadeia para prender a meninada que não teve oportunidade do que investir na escola. Por isso, não importa quanto custa, importa que estamos garantindo que vocês cresçam, aprendam uma profissão, tirem o diploma universitário, virem doutores e prestem serviço a esse país, à família e à comunidade", afirmou o líder do executivo.
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